Como criar a tua carteira de fundos de investimento

Aprende a criar uma carteira de fundos de investimento de acordo com os teus objetivos e perfil de risco. Conhece os principais passos para diversificar os ativos, selecionar fundos, controlar os custos e acompanhar a carteira ao longo do tempo.

Criar uma carteira de fundos de investimento é uma das formas mais simples de investir com critério: permite-te diversificar, ajustar o risco aos teus objetivos e apoiar-te numa gestão profissional sem complicares demasiado o processo.

Neste artigo vais encontrar os passos-chave para construíres a tua própria carteira: desde rever a tua situação e definir objetivos, até escolher os fundos adequados e fazer um acompanhamento básico para manter o plano ao longo do tempo. Quer estejas a começar, quer já invistas, aqui tens um guia prático para a montares bem.

O que é uma carteira de investimento?

Uma carteira de investimento é o conjunto das tuas aplicações organizado com sentido: que peso dás a cada tipo de ativo (ações, obrigações, liquidez…), a cada zona geográfica (EUA, Europa, mercados emergentes…) e a cada estilo de gestão (qualidade, value, dividendos, etc.). Só depois de definida essa estrutura é que a “preenches” com os fundos concretos que vais comprar.

Isto é fundamental porque, na prática, a maior parte do resultado de uma carteira costuma vir da sua alocação de ativos (asset allocation). Há estudos que estimam que este fator explica uma parte muito significativa do comportamento de uma carteira, mais do que a seleção pontual de produtos.

Por isso, o primeiro passo deve ser definir que carteira queres ter e que risco estás disposto a assumir. O teu perfil e a tua tolerância ao risco condicionam tudo o resto: a repartição entre ativos, a volatilidade que suportas e o tipo de fundos que encaixam contigo.

Fatores a considerar antes de criar uma carteira de investimento

Antes de escolheres fundos ou mercados concretos, é fundamental parares para pensar em que fatores vão condicionar a tua carteira de investimento. Perceber a tua tolerância ao risco, definir objetivos claros e estabelecer um horizonte temporal adequado vai permitir-te desenhar uma estratégia coerente com as tuas necessidades e metas pessoais.

Dito de outra forma: uma boa carteira não começa nos produtos, começa em decisões prévias bem pensadas.

Antes de entrarmos em detalhe, estes são os principais elementos que deves analisar:

  • Perfil de risco
  • Expectativas de rentabilidade e risco
  • Preferências por tipo de ativo
  • Nível de acompanhamento que estás disposto a assumir

Vejamos cada um deles:

Perfil de risco

O primeiro passo é conhecermo-nos a nós próprios e ter claro qual é o nosso perfil de risco.

Se falharmos aqui, nada do que fizermos depois vai valer de muito, e a carteira terá muitas probabilidades de falhar.

Aliás, este é o primeiro passo ao abrir conta em qualquer instituição financeira para investir, pelo que não te vai ser difícil fazer um teste de perfil.

Em geral, encontramos perguntas sobre tolerância ao risco, capacidade de poupança, experiência como investidor, conhecimentos financeiros e expectativas de rentabilidade. Com isto define-se um perfil, que costuma mover-se entre 5 níveis, desde muito defensivo a muito agressivo.

perfil de investidor

Isto tens de complementar com as tuas preferências e expectativas, para assim definires um nível de risco base, algo fundamental para poderes definir os pesos por tipo de ativo.

Expectativas de rentabilidade e risco

Além do perfil, o investidor deve ter claras as rentabilidades e os níveis máximos de risco que está disposto a suportar. Especialmente em termos de risco, já que é o fator mais limitante na hora de investir.

Toda a gente diz que quer ganhar “o máximo”, mas poucos estão dispostos a assumir uma queda de 50% pelo caminho, e muito menos a aguentá-la quando ela acontece.

A volatilidade é uma medida muito usada para determinar o nível de risco a suportar, mas, do meu ponto de vista, é bastante intangível, os investidores têm dificuldade em associá-la a perdas reais. Por isso, falar de quedas históricas máximas costuma ser bem mais visual, especialmente agora, depois de uns anos com quedas fortes em praticamente todos os mercados.

Além disso, devemos definir uma rentabilidade razoável com a qual cada um se sinta confortável, para assim ajustar os tipos de ativo em que investimos. Não faz sentido teres uma carteira 100% ações quando a tua expectativa é gerar 4% a 5% de rentabilidade, algo que consegues com bem menos risco e sustos pelo caminho.

O meu conselho é que, antes de olhares para um fundo ou mercado, revejas bem esses maus períodos e não fiques só pela rentabilidade a 3, 5 ou 10 anos. É muito bonito ganhar 10% ao ano no papel, mas perceber que esse fundo teve 3 quedas de -30% e uma superior a -50% pode ser bastante revelador.

E lembra-te: quando o sentires na pele, será muito pior do que imaginá-lo no papel.

Preferências por tipo de ativo

Cada investidor deve conhecer-se e ter uma carteira o mais alinhada possível com a sua forma de ver o mundo.

Por exemplo, há investidores com uma grande preferência por ações de dividendos ou ativos que gerem rendimento periódico. Para eles, pode fazer todo o sentido sobreponderar fundos deste tipo de empresas, bem como ativos de obrigações mais conservadoras que gerem retornos estáveis.

Também podes saber o que não queres, tanto em mercados como em tipo de empresa. Um exemplo claro é a preferência de muitos investidores portugueses pelo viés value, comprar empresas que negoceiam a múltiplos mais baratos. Nestes casos, custará mais investir em produtos com valorizações elevadas, como as tecnológicas e os mercados growth.

Por último, há um tema muito em voga nos últimos anos: o investimento sustentável, que é um requisito incontornável para alguns investidores. Para eles, selecionar fundos ou mercados com padrões elevados de sustentabilidade será fundamental na construção da carteira.

Que exista uma ligação entre o mercado ou fundo e o investidor é muito importante. No fim de contas, é difícil aguentares posições em fundos que não comungam das tuas preferências ou visão do mundo. Quando vierem mal dadas, serão os primeiros que vais querer vender (geralmente no pior momento) por isso procura conhecer-te bem e escolher produtos que encaixem nisso.

Acompanhamento

O acompanhamento que quisermos fazer também tem um papel importante nas carteiras. As carteiras precisam de mais ou menos manutenção consoante a abordagem que lhes dermos, especialmente aquelas que estejam em fase de construção, com reforços e reequilíbrios frequentes.

Se montares uma carteira com muitos mercados de nicho, muitos tipos de fundo e muito dependente de alterações macroeconómicas, isso vai exigir-te estar sempre por cima do assunto, e podes acabar a ser “escravo” dela.

Em contrapartida, uma carteira mais generalista, com fundos globais e gestores flexíveis, pode precisar de menos manutenção, além de ser mais fácil de gerir à medida que fazes novos reforços.

Antes de dares o passo, um conselho prático que convém não esquecer: reserva primeiro um colchão de liquidez (entre 3 e 6 meses de despesas) em algo disponível de imediato, como uma conta à ordem remunerada. Assim, evitas ter de vender fundos no pior momento se surgir um imprevisto, e podes investir o resto com a tranquilidade de saberes que não vais precisar dele a curto prazo.

5 passos para criar uma carteira de fundos de investimento

1. Alocação de ativos e diversificação

Este é um dos pontos mais difíceis e importantes. Já se escreveu muito sobre o tema e continua sem haver um consenso claro sobre o que é melhor para cada perfil, havendo inúmeras carteiras-modelo.

Além disso, o nível de complexidade que quisermos dar-lhe vai influenciar o resultado final. Por exemplo, podemos optar por uma estrutura moderada típica, como a carteira 60% ações e 40% obrigações, onde temos apenas 2 grandes categorias de ativo.

Isto pode complicar-se acrescentando mais categorias , como por exemplo, a All Weather Portfolio de Ray Dalio, com 30% em ações, 40% em obrigações de longo prazo, 15% em obrigações de médio prazo, 7,5% em matérias-primas e 7,5% em ouro. E assim sucessivamente, acrescentando ativos e subcategorias (criptomoedas, investimento imobiliário, private equity…).

Existem muitas carteiras-modelo que podes usar como referência para, depois, adaptares às tuas preferências e necessidades.

2. Definir o estilo dos fundos

Imagina que és um investidor arrojado que quer montar uma carteira 100% ações, pela tua convicção neste ativo a longo prazo. Fica o trabalho terminado aqui e já podemos procurar fundos? De todo, agora temos de definir que tipo de exposição a ações queremos na carteira.

Na construção da carteira, devemos definir que pesos aproximados queremos por bloco.

Ou, no mínimo, definir para onde queremos que a carteira esteja enviesada. Não é preciso ir ao detalhe e procurar percentagens de peso com casas decimais, mas convém ter uma imagem geral do tipo de exposição que procuramos.

Isto vai mudar radicalmente a carteira final e as posições concretas em que investimos. Também o seu desempenho e risco futuro, já que os fatores determinam como cada fundo se comporta em relação ao mercado acionista geral e ao seu mercado específico.

3. Gestão ativa ou passiva?

Agora já podemos “preencher” os espaços da carteira com os diferentes produtos, e o primeiro passo é decidir se queremos optar por gestão ativa ou passiva. Certamente já conheces as diferenças entre ambas, por isso deves determinar que caminho seguir: 100% uma, 100% outra, ou uma abordagem mista consoante o mercado a cobrir.

4. Seleção de fundos

Neste ponto, deves procurar produtos que encaixem em cada um dos blocos da carteira (ou até vários), para os cobrir, caso tenham um peso muito grande.

Em geral, se procuras gestão ativa, deves perceber bem a filosofia do gestor e o seu processo, bem como os enviesamentos de estilo, para determinares se encaixa no que procuras. Se forem gestores flexíveis ou fundos mistos, deves ter em conta o que aportam a cada bloco e o impacto das suas alterações na fotografia geral.

Na gestão passiva será mais fácil, já que só precisas de procurar os fundos ou ETFs indexados que repliquem os índices lógicos de cada bloco. Felizmente, existem inúmeros indexados “fatoriais”, por isso, por mais complicada que seja a carteira, vais encontrar produtos que encaixam.

5. Verificação e revisão da carteira

Depois de terminada a seleção, é altura de rever como fica a fotografia geral da carteira. Neste ponto, é importante perceber o nível de diversificação e as correlações entre os produtos selecionados, já que talvez sejam muito parecidos entre si e não encaixem assim tão bem.

A seleção de um fundo não termina com a sua análise, termina no encaixe com as tuas necessidades e com a carteira. Há fundos excelentes que podem ser terríveis para uma carteira em concreto, por isso nunca te esqueças deste passo.

Também deves rever o comportamento histórico e o nível de risco suportado pela carteira no seu conjunto. Este ponto é importante porque muitos investidores têm surpresas quando veem as métricas da sua carteira, especialmente os riscos suportados e as quedas agregadas. Isto não significa que se vão repetir no futuro, mas é uma referência que convém consultar.

Aqui podes otimizar a carteira mudando pesos ou acrescentando ativos, para que se ajuste ao que precisas. Mas lembra-te: não olhes só para o histórico, olha também para a frente. Há fundos que se comportaram mal nos últimos anos e que podem ter um bom desempenho futuro, por razões macroeconómicas ou mais qualitativas. Não desmontes tudo só para que a fotografia passada fique o mais bonita possível, é um erro tremendo.

Onde ter a minha carteira de fundos?

Uma carteira de investimento pode ser constituída através de fundos de investimento tradicionais, ETFs ou de uma combinação de ambos. A lógica de diversificação e de alocação de ativos explicada ao longo deste artigo aplica-se independentemente do veículo utilizado em cada componente da carteira.

Na escolha da entidade ou plataforma onde manter a carteira, podem ser considerados fatores como os custos aplicáveis, a oferta de fundos e ETFs, a facilidade de utilização, a possibilidade de realizar reforços periódicos e as condições de custódia dos ativos.

Existem várias plataformas através das quais é possível investir em ETFs. Abaixo, podes consultar algumas das opções disponíveis e comparar as respetivas características e condições:

1. XTB

A XTB tem sucursal física em Lisboa e supervisão direta da CMVM, com apoio ao cliente em português. Oferece uma gama ampla de ações e ETFs (além de CFDs, de perfil bem mais arriscado) e planos de investimento automáticos, sendo uma boa opção para quem valoriza ter sempre suporte local em caso de dúvida.

Vejamos, a seguir, os principais pontos da XTB:

  • Regulação: KNF, FCA, CySEC (clientes UE), FSC, DFSA para clientes internacionais. Está inscrita na CMVM.
  • Ativos financeiros: Ações e ETFs, CFDs sobre: Forex, Matérias-Primas, Criptomoedas, Índices, Ações e ETFs
  • Comissões: 0% de comissão até 100.000€ de volume mensal; acima desse montante aplica-se uma comissão de 0,2%.
  • Plataforma: xStation (versão web e app)
  • 🌟Produto em destaque:
    • Podes oferecer ações ou direitos fracionados como presente ➡️ Ver mais detalhes
    • Pagamento de juros sobre os fundos não investidos (até 2,30% EUR e 3,40% USD nos primeiros 90 dias) ➡️ Saiba mais

2. Trade Republic

A Trade Republic é uma corretora alemã, regulada pelo BaFin, que desde julho de 2026 tem sucursal em Portugal e IBAN português (PT50). Destaca-se pelos planos de poupança automáticos em ETFs sem comissão de compra e pela remuneração do saldo em numerário, o que a torna útil tanto para investir aos poucos como para guardares o colchão de liquidez.

Aqui estão as principais características da Trade Republic:

  • Regulação: BaFiN e BundesBank (Alemanha) 
  • Ativos financeiros: Ações, ETFs, obrigações, criptomoedas e fundos de private equity. 
  • Comissões: 1 € por operação na aplicação; 1 € no modo Best Price ou 2 € no modo Direct Price, através do terminal Pro Trading
  • Plataforma: Propria e aplicativo e terminal Web Pro Trading
  • 🌟Produto destacado: Conta à ordem com IBAN português, juros de 3% TANB sobre saldos até 50.000 € para novos clientes e remuneração de 2,25% acima desse montante, sem limite máximo para o saldo remunerado. ➡️ Saiba mais

3. Lightyear

A Lightyear é uma corretora europeia simples e intuitiva, sem opções, futuros ou CFDs a complicar a escolha. Negoceia ETFs sem comissão de execução e tem uma funcionalidade de “planos” para agrupar vários ativos e automatizar os reforços periódicos, uma boa opção para quem quer manter a carteira direta e de longo prazo.

Características principais da Lightyear:

  • Regulação: EFSA (Estónia) e FCA (Reino Unido)
  • Ativos financeiros: ações à vista; ETFs
  • Comissões:
    • Ações: 1 $ / 1 € / 1 £ por ordem em ações
    • Sem comissões na negociação de ETFs (podem aplicarse outras comissões)
  • Plataforma: App móvel (iOS/Android) + versão web
  • 🌟 Produto em destaque:
    • Ação fracionada gratuita até 100 € para novos utilizadores com o código promocional RANKIAPT100 (sujeito a termos)➡️Ver mais detalhes

Gestão e reequilíbrio da carteira

As carteiras vão mudar de forma notável à medida que os mercados evoluem, com ativos que caem e outros que têm excelentes desempenhos no mesmo período. Isto altera os pesos reais de cada produto e obriga a fazer ajustes, se não o fizermos, podemos concentrar-nos demasiado em certos mercados e aumentar os riscos.

Além disso, ao reequilibrarmos entre fundos, conseguimos sair daquilo que subiu muito para passar para o que caiu, uma estratégia que costuma funcionar bem a longo prazo, dada a ciclicidade dos mercados.

Devemos também ter em conta o impacto dos reforços periódicos na carteira, um hábito muito recomendável para construir capital ao longo do tempo. Este reforço periódico pode ser usado para reforçar os fundos que tenham menor peso do que o esperado, fazendo assim reequilíbrios constantes graças aos próprios reforços.

Com isto, conseguimos manter, dentro do possível, os pesos-objetivo definidos e não quebrar a estrutura estabelecida. É difícil determinar quando o fazer, já que depende da estrutura da carteira, dos pesos e de quanto cada investidor quer estar em cima do assunto. Em geral, recomenda-se reequilibrar quando o peso se desvia mais de 5% a 10% do peso estabelecido, em termos percentuais, mas, como sempre, depende muito do tipo de carteira e dos pesos definidos.

Considerações fiscais e de custos

A fiscalidade é um ponto fundamental pelo impacto que tem na rentabilidade e na comodidade operacional dos produtos.

Em Portugal, os fundos de investimento (organismos de investimento coletivo, ou OIC) têm um regime fiscal próprio: as mais-valias obtidas no resgate ou na alienação de unidades de participação são, em regra, tributadas à taxa autónoma de 28% em sede de IRS (19,6% para residentes na Região Autónoma dos Açores).

Em Portugal não existe um regime de transferência entre fundos isento de tributação: sempre que resgatas ou alienas unidades de participação para investir noutro fundo, esse movimento é considerado uma realização de mais-valias (ou menos-valias) e está sujeito a tributação nesse momento. Por isso, cada reequilíbrio ou mudança de fundo tem impacto fiscal imediato, e vale a pena ponderar esse custo antes de fazeres trocas frequentes entre produtos.

Existe, ainda assim, um benefício relevante para quem mantém os fundos durante mais tempo: para unidades de participação detidas há mais de 2 anos, uma percentagem do rendimento fica excluída de tributação, 10% entre 2 e 5 anos, 20% entre 5 e 8 anos, e 30% a partir de 8 anos de detenção. Este incentivo à permanência é mais um motivo para pensares bem antes de reequilibrares a carteira com demasiada frequência.

Os fundos de Poupança-Reforma (PPR) têm, por sua vez, um regime fiscal próprio e mais vantajoso, com taxas que podem ir dos 8% aos 21,5% consoante o prazo e o momento do resgate. Vale a pena considerá-los à parte se o teu objetivo for a poupança de longo prazo para a reforma.

Custos associados à gestão da carteira

Há outros custos que vale a pena referir, ainda que, em geral, deva ficar claro que as comissões de uma carteira de fundos já vão implícitas na própria evolução do valor da unidade de participação, já que são descontadas diariamente.

Comissões de subscrição e resgate

Na generalidade dos fundos de investimento comercializados em Portugal, este tipo de custo não existe ou é residual, a maioria das plataformas isenta as comissões de subscrição e resgate na compra e venda de fundos. Isto torna os fundos numa excelente ferramenta para construir carteiras, já que não implicam custo pelos reforços periódicos que vás fazendo.

Nos ETFs, já vais ter comissões de transação por cada ordem, pelo que cada investidor deve avaliar o impacto que isso tem no custo final.

Custos de custódia e manutenção

As carteiras de fundos, ao contrário de outros ativos, normalmente não têm comissões de custódia, administração ou manutenção associadas nas plataformas independentes mencionadas acima. Já nos bancos tradicionais generalistas (como a banca de retalho comum), é mais frequente encontrar este tipo de encargos, especialmente para saldos ou operações mais reduzidas.

Em suma, uma carteira de fundos de investimento é bastante cómoda em termos de custos operacionais, embora exija mais atenção à fiscalidade portuguesa.

F.A.Q

O que é a carteira de um fundo?

A carteira de um fundo é o conjunto de ativos em que o fundo tem investido o dinheiro dos seus participantes num determinado momento. Ou seja: um fundo não é só “um nome e uma rentabilidade”, mas sim um cabaz real de investimentos (ações, obrigações, liquidez, etc.). Por exemplo, num fundo de ações, a sua carteira são as ações concretas que o gestor tem compradas.

Que diferença há entre um fundo e uma carteira?

Um fundo é um produto concreto no qual investes (um “ativo” dentro do teu plano). Uma carteira é o conjunto de todos os teus investimentos, normalmente composta por vários fundos (e/ou ETFs, ações, etc.) para cobrir diferentes ativos, mercados e estilos.

Como resgatar o dinheiro de um fundo de investimento?

Para resgatares o teu dinheiro, o habitual é pedires o resgate (venda) das tuas unidades de participação através da tua plataforma. Os fundos costumam ser bastante líquidos, mas o prazo exato depende do produto e da comercializadora. Ao resgatares, o intermediário financeiro retém automaticamente o IRS devido sobre as mais-valias obtidas, à taxa de 28%.

Disclaimer:

Lightyear: A prestação de serviços de investimento é assegurada pela Lightyear Europe AS. Aplicam-se os termos: lightyear.com/terms. Consulte um profissional qualificado, caso tenha dúvidas. Capital em risco.

Podem aplicar-se outras comissões.

RANKIA PORTUGAL: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações aqui contidas não constituem aconselhamento financeiro, nem recomendação de compra ou venda de quaisquer instrumentos financeiros. A rentabilidade passada não garante retornos futuros. Antes de tomar decisões de investimento, recomenda-se a consulta de um profissional devidamente habilitado.

Trade Republic: Investir em ações envolve o risco de perda do seu dinheiro. Invista de forma responsável.

XTB: Negociar envolve riscos e poderá perder parte ou todo o seu capital investido. As informações fornecidas têm fins meramente informativos e educativos e não representam qualquer tipo de aconselhamento financeiro e/ou recomendação de investimento.

Os CFDs são instrumentos complexos e apresentam um alto risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 75% das contas de investidores de retalho perdem dinheiro ao negociar CFDs com este fornecedor. Deve considerar se compreende como os CFDs funcionam e se pode correr o alto risco de perder o seu dinheiro.

Investir é arriscado. Invista com responsabilidade.

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