O que é o PSI 20?

PSI 20

O que é o PSI 20?

PSI (Portuguese Stock Index) é o principal índice da Euronext Lisboa. É o principal índice de referência do mercado de capitais português. Supostamente deve composto pelas ações das vinte maiores empresas cotadas na bolsa de valores de Lisboa e reflete a evolução dos preços dessas ações, que são as de maior liquidez entre as negociadas no mercado português. Digo “deve ser composto por 20” pois nos ultimos tempos temos tido apenas 18.

O valor base do PSI-20 remonta a 31 de Dezembro de 1992 e foi de 3000 pontos.

O PSI-20 foi lançado com duas principais funções:

  • servir de indicador da evolução do mercado acionista português
  • servir de suporte à negociação de contratos de futurose opções

A capitalização bolsista das emissões que compõem o PSI-20 é ajustada pelo free float, não podendo cada emissão ter uma ponderação superior a 20% nas datas de revisão periódica da carteira. Devido às suas características, o índice PSI-20 foi selecionado pelo mercado para servir de subjacente a produtos estruturados, cuja rentabilidade depende, de uma ou de outra forma, do comportamento do mercado bolsista português.

Na tabela abaixo podemos ver os atuais componentes, e a sua alocação no indice PSI 20

 

Origem da bolsa portuguesa

Em Portugal, as referências mais remotas relativas ao aparecimento das bolsas centram se na Idade Média. O desenvolvimento do comércio originou um maior contacto entre os comerciantes e a presença frequente de negociantes estrangeiros atraía os corretores que, pelo facto de falarem várias línguas, facilitavam as transações de mercadorias.

Em 1495 surge a primeira tentativa de regular a atividade dos corretores de Lisboa, e na segunda metade do século XVIII surgem as primeiras emissões de ações e os títulos de dívida pública moderna.

O privilégio das transações de mercadorias, realizadas em bolsa, deixou desde então de existir. É também com este código que se regulamentam, pela primeira vez, as operações a prazo. Finalmente, em Janeiro de 1891 e em Outubro de 1901, respectivamente, são criadas as Bolsas de Valores do Porto (BVP) e de Lisboa (BVL). Em 1891 surge, provavelmente, a primeira grande crise financeira com características contemporâneas. O mercado de capitais português é largamente atingido e os reflexos da conjuntura recessiva atingem a maior parte dos títulos cotados na BVL, especialmente os da dívida pública do Estado português.

E no 25 de abril, o que aconteceu?

A recessão económica internacional causada pelo choque petrolífero de 1973 permite antever dias difíceis para o mercado de capitais português. Esses dias chegam, de facto, mas por razões diferentes. A tomada do poder político pelos militares em 25 de Abril de 1974 constitui um rude golpe para as Bolsas de Valores de Lisboa e do Porto. Estas encerram de imediato, sendo que a primeira só reabre em 12 de Janeiro de 1976 para a realização de transacções com obrigações, e em 28 de Fevereiro de 1977, para os negócios com acções.

A BVP reabre em 2 de Janeiro de 1981. A maior parte das sociedades cotadas é nacionalizada após o encerramento das Bolsas e quando a BVL reabre definitivamente, apenas algumas pequenas companhias se encontram cotadas. No mercado primário de valores mobiliários não se assistem a emissões de acções até 1981. Apenas as obrigações de dívida pública e de empresas nacionalizadas e públicas são emitidas no mercado, com vista à subscrição pública. Contudo, o financiamento junto do mercado de capitais tem pouca expressão, quando comparado com o recurso ao crédito bancário e com as transferências orçamentais por parte do Estado.

Desempenho

Conseguimos ver um pico de valorização no inicio dos anos 2000, antes da grande correção devido à bolha das internets, representando uma valorização superior a 330% em menos de 10 anos de estudo. Outro pico registado foi em 2007, atingido valores acima dos 13 mil pontos. Hoje registan-se os modestos 5388 pontos, um dos valores mais baixos da história da bolsa portuguesa.

 

 

Nos dia de hoje, com valores mínimos registados, é um bom ponto de entrada?

Sim, diria que sim. Até porque ainda existe margem de crescimento (apesar da boa subida no último ano). As empresas portuguesas estão a internacionalizar-se cada vez mais, existe um crescimento do investimento externo e temos um contexto macroeconómico favorável. Existe riscos, claro, como o contexto da subida das taxas de juro a nível europeu. Tipicamente gosto de ter uma pequena percentagem (4-5%) das minhas carteiras com o índice português, devido à sua maior volatilidade, e ao bom dividend yield (atual 4.07), superior ao do EuroStocks 50 (atual de 3.83) que refletem as 50 maiores empresas europeias.

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Sobre o autor

Henrique Garcia

Analista de Mercados

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