Juros dos depósitos a prazo em Portugal: taxa média sobe para 1,82%
Atualizado a 04/11/2026, com os dados mais recentes do Banco de Portugal, referentes a setembro e divulgados a 2 de novembro.
Os novos depósitos a prazo de particulares rendem, em média, 1,82% ao ano em Portugal (taxa anual nominal bruta, TANB). A taxa subiu 0,19 p.p. face a agosto (1,63%), é a oitava subida mensal consecutiva e a maior subida desde outubro de 2023.
Depois de 28% de retenção na fonte, o juro líquido corresponde a cerca de 1,31%. Está abaixo da taxa dos Certificados de Aforro Série F (2,500% bruta em novembro) e da inflação (3,8% em outubro, estimativa rápida do INE).
Resumo: juros dos depósitos a prazo em Portugal
- Taxa média dos novos depósitos de particulares: 1,82% bruta, cerca de 1,31% líquida.
- Variação: +0,19 p.p. face a agosto, oitava subida seguida.
- Zona euro: média de 2,37%, mais 0,55 p.p. do que em Portugal, que tem a sexta taxa mais baixa.
- Certificados de Aforro Série F: 2,500% bruta nas subscrições de novembro, cerca de 1,80% líquida.
- Inflação: 3,8% em outubro, acima da taxa dos depósitos.
Neste artigo: quanto rende um depósito · evolução da taxa · zona euro · novos depósitos e stock · certificados de aforro e inflação · o que acompanhar · perguntas frequentes
Taxa média dos depósitos a prazo: dados mais recentes
|
Indicador |
Setembro 2026 |
Agosto 2026 |
Variação |
|
Novos depósitos a prazo de particulares |
1,82% |
1,63% |
+0,19 p.p. |
|
Novos depósitos a prazo de empresas |
2,24% |
cerca de 1,97% |
+0,27 p.p. |
|
Novos depósitos na zona euro |
2,37% |
2,18% |
+0,19 p.p. |
|
Diferença Portugal – zona euro (particulares) |
0,55 p.p. |
0,55 p.p. |
sem alteração |
|
Novas operações a prazo de particulares |
13.415 M€ |
cerca de 12.727 M€ |
+688 M€ |
Os depósitos com prazo até um ano representaram 95% dos novos depósitos de particulares. O montante de setembro foi o segundo mais elevado desde 2003, atrás do de julho (13.704 M€).
Os valores de agosto indicados como «cerca de» foram calculados a partir da variação divulgada.
Quanto rende um depósito a prazo a 1,82%
Exemplo para um depósito a 12 meses à taxa média de 1,82%, com retenção na fonte de 28% e juros pagos no fim do prazo:
|
Capital |
Juro bruto |
Juro líquido |
Valor final |
|
5.000 € |
91,00 € |
65,52 € |
5.065,52 € |
|
10.000 € |
182,00 € |
131,04 € |
10.131,04 € |
|
25.000 € |
455,00 € |
327,60 € |
25.327,60 € |
A taxa de cada banco pode ser superior ou inferior à média, e depende do prazo, do montante e das condições do produto. Para simular outros valores e prazos, use a nossa calculadora de juros compostos. Para ver as condições atuais, consulte a página de depósitos a prazo.
Evolução da taxa dos novos depósitos a prazo
|
Mês de referência |
Taxa média (particulares) |
Variação mensal |
|
Junho 2026 |
1,55% |
— |
|
Julho 2026 |
1,59% |
+0,04 p.p. |
|
Agosto 2026 |
1,63% |
+0,04 p.p. |
|
Setembro 2026 |
1,82% |
+0,19 p.p. |
A subida de setembro foi quase cinco vezes superior à de julho e à de agosto. A taxa de 1,82% está 0,43 p.p. acima do mínimo de agosto de 2025 (1,39%), mas ainda 1,09 p.p. abaixo dos 2,91% de janeiro de 2024, quando começou a descer.
Portugal e zona euro: onde estão os juros dos depósitos
A média da zona euro foi de 2,37% em setembro, 0,55 p.p. acima da taxa portuguesa. A diferença é igual à de agosto, mês em que só a Bulgária, Chipre, Grécia, Eslovénia e Croácia tinham taxas mais baixas do que Portugal.
Novos depósitos e stock: duas taxas diferentes
Os 1,82% referem-se apenas aos depósitos a prazo constituídos ou renegociados no mês. A remuneração do total dos depósitos das famílias é muito inferior: em agosto, a taxa média do stock de depósitos de particulares era de 0,63%, segundo o Banco de Portugal. O stock inclui todos os depósitos existentes, e não apenas os novos.
Depósitos, Certificados de Aforro e inflação
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Taxa bruta anual |
Taxa líquida aproximada (retenção de 28%) |
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|
Novos depósitos a prazo (média de setembro) |
1,82% |
1,31% |
|
Certificados de Aforro Série F (subscrições de novembro) |
2,500% |
1,80% |
|
Inflação em Portugal (estimativa rápida do INE, outubro) |
3,8% |
— |
As taxas não são diretamente comparáveis. A dos depósitos é uma média de mercado. A dos Certificados de Aforro é uma taxa oficial, indexada à média mensal da Euribor a 3 meses, com limite de 2,50% e revisão trimestral, pelo que pode descer. Os Certificados de Aforro não são depósitos bancários e não estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.
Saiba mais na página de Certificados de Aforro.
Os juros dos depósitos acompanham a inflação?
Com a inflação a 3,8%, uma taxa bruta de 1,82% fica abaixo dela mesmo antes de impostos. Num exemplo ilustrativo, 10.000 € a 12 meses geram 131,04 € de juro líquido, e o valor final de 10.131,04 € equivale a cerca de 9.760 € em poder de compra de hoje, se a inflação se mantiver em 3,8% durante o ano. Para ver como a inflação afeta as poupanças, leia também quanto perdem as poupanças com a subida da inflação.
O que acompanhar nos próximos meses
- Próxima divulgação do Banco de Portugal: os dados são mensais. Esta página é atualizada quando saírem os de outubro, previsivelmente no início de dezembro.
- Euribor: a Euribor a 3 meses fixou-se em 2,759% a 04/11/2026. Veja os valores diários em Euribor hoje.
- Banco Central Europeu: a próxima reunião é a 16 e 17 de dezembro. Consulte a página próxima reunião do BCE.
- Inflação: o INE divulga a estimativa rápida no final de cada mês.
Perguntas frequentes sobre os juros dos depósitos a prazo
A taxa média dos novos depósitos a prazo de particulares foi de 1,82% em setembro de 2026, segundo o Banco de Portugal, contra 1,63% em agosto. É uma média de mercado, e a taxa de cada banco varia.
Sim. A taxa média sobe há oito meses consecutivos, e a subida de setembro (+0,19 p.p.) foi a maior desde outubro de 2023. Continua abaixo da média da zona euro (2,37%) e do máximo de janeiro de 2024 (2,91%).
A 12 meses e à taxa média de 1,82%, o juro bruto é de 182,00 € e o líquido de 131,04 €, depois da retenção de 28%. O valor final é de 10.131,04 €.
Em regra, os juros estão sujeitos a retenção na fonte de 28% a título de IRS, com possibilidade de opção pelo englobamento. A taxa de 1,82% corresponde a cerca de 1,31% líquidos.
A taxa dos novos depósitos mede só as operações do mês. A taxa do stock abrange todos os depósitos existentes e é mais baixa: 0,63% em agosto para os particulares.
Nas subscrições de novembro, a taxa bruta dos Certificados de Aforro Série F é de 2,500%, acima da taxa média dos novos depósitos (1,82%). São produtos diferentes: os Certificados de Aforro têm taxa variável e não são depósitos bancários.
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