Mapa de Responsabilidades de Crédito 2026: Guia Completo
Um crédito já liquidado que continua a aparecer como ativo, um cartão antigo com um plafond disponível ou uma fiança que já não recordava podem influenciar a análise de um novo pedido de financiamento.
Estas situações nem sempre significam que existe um problema, no entanto, podem causar dúvidas ou atrasos quando uma instituição avalia a situação financeira de um cliente.
O Mapa de Responsabilidades de Crédito 2026 permite confirmar, num único documento, os créditos e outros compromissos comunicados em nome de uma pessoa ou empresa à Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal.
Neste guia explicamos o que consta do mapa, como obtê-lo gratuitamente, como distinguir dívida efetiva de responsabilidade potencial, o que mudou em 2026, como funciona o novo limite de referência da taxa de esforço e o que fazer quando encontra informação incorreta.
O que é o Mapa de Responsabilidades de Crédito?
O Mapa de Responsabilidades de Crédito é o documento que qualquer pessoa singular ou
coletiva pode obter junto do Banco de Portugal para consultar a sua situação creditícia
completa: todos os empréstimos, cartões de crédito, linhas de descoberto, garantias e avales
associados ao seu nome.
Este mapa é gerado a partir da Central de Responsabilidades de Crédito (CRC), uma base
de dados gerida pelo Banco de Portugal que recebe informação obrigatória de todas as
entidades participantes — bancos, instituições financeiras de crédito, sociedades de locação
financeira e, mais recentemente, também gestores de créditos e entidades de titularização.

O objetivo principal da CRC é apoiar as instituições na avaliação do risco antes de
concederem crédito, permitindo-lhes consultar a situação agregada de cada cliente ou
potencial cliente.
Em fevereiro de 2026, o Banco de Portugal publicou a Instrução n.º 1/2026, que substituiu a
anterior Instrução n.º 17/2018 e reformulou o funcionamento da CRC. Entre as principais
novidades:
- Reporte obrigatório de cessões de crédito: sempre que um empréstimo é vendido a
outra entidade (por exemplo, a um fundo de titularização), essa operação passa a ser
comunicada, garantindo que o mapa reflete o percurso completo do crédito mesmo
quando muda de “dono”. - Novo campo “Intervenção de Intermediário de Crédito”: os bancos passam a reportar se um intermediário participou na contratação, com dados de referência a partir de março de 2026.
- Rácio DSTI efetivo comunicado mensalmente: dá ao Banco de Portugal uma visão mais precisa e atualizada do esforço financeiro real dos agregados familiares.
- Mapas mais detalhados: desde a reformulação, o titular passa a poder obter informação organizada por instituição reportante, distinguindo claramente os contratos em que é devedor dos contratos em que é apenas avalista ou fiador.
O mapa é uma lista negra?
Não.
A CRC regista tanto créditos que estão a ser pagos normalmente como contratos em situação de incumprimento. Uma pessoa pode aparecer na CRC simplesmente porque tem um crédito à habitação, um cartão de crédito, um descoberto autorizado ou porque aceitou ser fiadora de outra pessoa.
A existência de informação no mapa não significa, por si só, que o titular tenha pagamentos em atraso.
O mapa também não atribui uma nota, classificação ou pontuação de crédito, apresenta informação factual sobre os contratos comunicados. A avaliação dessa informação cabe depois a cada instituição, juntamente com outros elementos sobre os rendimentos, despesas e situação do cliente.
Para que serve o Mapa de Responsabilidades de Crédito?
A consulta pode ser útil em diferentes momentos da gestão financeira.
Conhecer os créditos associados ao seu nome
O mapa reúne responsabilidades comunicadas por diferentes instituições. Permite, assim, obter uma visão conjunta de empréstimos, cartões, linhas de crédito, descobertos e garantias pessoais.
Confirmar se a informação está correta
Pode encontrar um contrato já liquidado que ainda aparece como ativo, um valor que não corresponde aos seus documentos ou um produto que não reconhece, quanto mais cedo detetar a situação, mais cedo poderá pedir esclarecimentos à instituição responsável.
Preparar uma avaliação de solvabilidade
Quando uma pessoa pede um novo crédito ou solicita o aumento do montante de um contrato existente, a instituição tem de avaliar se é provável que consiga cumprir as novas obrigações. A informação da CRC é um dos elementos considerados nessa avaliação, juntamente com a idade, situação profissional, rendimentos, despesas regulares e outras circunstâncias relevantes.
Verificar fianças e avales
Uma fiança pode manter-se ativa durante muitos anos, o mapa ajuda a confirmar em que contratos aparece como fiador ou avalista e qual a situação comunicada relativamente a cada um.
Como consultar o Mapa de Responsabilidades de Crédito online
A forma mais simples de obter o documento é através da área de particulares do site oficial do Banco de Portugal.
Passo 1 — Aceder à Central de Responsabilidades de Crédito
Entre diretamente no site oficial do Banco de Portugal e procure a área de particulares destinada à Central de Responsabilidades de Crédito. Evite aceder através de ligações recebidas por mensagens, correio eletrónico ou anúncios. Confirme sempre que está no domínio oficial antes de introduzir dados de autenticação.
Passo 2 — Escolha a opção de pedido do mapa
Dentro da área dedicada à CRC, selecione a opção para solicitar o seu mapa de responsabilidades de crédito enquanto pessoa singular (ou pessoa coletiva, se for esse o caso).
Passo 3 — Indique o período pretendido
Escolha o ano e o mês a que quer que a informação corresponda. Tenha em conta que os dados demoram a ser processados: as instituições reportam a situação no final de cada mês, e a informação fica normalmente disponível por volta do dia 20 do mês seguinte.
Passo 4 — Autentique-se
Clique em “Autenticar” e escolha um dos métodos disponíveis:
- Chave Móvel Digital (CMD): o método mais rápido, através de código enviado por
SMS ou da app. - Cartão de Cidadão com PIN: requer leitor de cartões (físico ou via app do telemóvel
com NFC).
Passo 5 — Confirme os seus dados
O sistema apresenta os dados de identificação associados ao pedido, confirme que estão corretos antes de avançar.
Passo 6 — Descarregue o ficheiro PDF
O mapa é gerado em formato PDF e disponibilizado para download imediato. Consoante a reformulação recente, pode obter até dois documentos: o mapa detalhado com todos os contratos organizados por instituição, e uma versão que distingue claramente as responsabilidades como devedor das responsabilidades como avalista ou fiador.
Passo 7 — Guarde em local seguro e depois elimine o ficheiro temporário
Por questões de segurança, o próprio Banco de Portugal recomenda apagar o PDF da pasta de
transferências/ficheiros temporários do computador ou telemóvel depois de o guardar num
local protegido.
Este serviço é gratuito e pode ser repetido tantas vezes quantas desejar, não há limite de consultas.
É possível obter o mapa presencialmente?
Sim, o titular dos dados pode solicitar o mapa num posto de atendimento ao público do Banco de Portugal e deverá apresentar um documento de identificação válido e os restantes elementos exigidos para o pedido, quando o mesmo é apresentado por um representante, este terá de demonstrar que possui poderes para representar o titular.
É possível pedir o mapa por correio?
Sim, o pedido também pode ser enviado por correio, desde que cumpra as condições de identificação e representação estabelecidas pelo Banco de Portugal.
Antes de enviar documentação, convém confirmar as condições em vigor, uma vez que os elementos necessários podem variar consoante se trate de:
- Uma pessoa singular
- Uma empresa
- Um representante
- Um herdeiro
- Um tutor ou outro representante legal
Como ler o Mapa de Responsabilidades de Crédito?
O documento está organizado por instituição e apresenta informação individual sobre os contratos comunicados, estes são os campos mais importantes:
|
Campo |
O que significa |
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Instituição |
Entidade que comunicou a responsabilidade à CRC |
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Tipo de responsabilidade |
Indica se o titular é devedor, fiador ou avalista |
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Produto financeiro |
Identifica o tipo de contrato, como crédito pessoal, automóvel, habitação ou cartão |
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Situação do crédito |
Permite verificar se o contrato está regular ou em incumprimento |
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Montante total em dívida |
Capital que ainda deverá ser reembolsado durante o contrato |
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Montante em incumprimento |
Pagamentos vencidos que ainda não foram regularizados |
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Montante potencial |
Valor que não está necessariamente em dívida, mas que poderá vir a estar |
|
Tipo de negociação |
Indica a natureza da negociação ou renegociação do contrato |
|
Litígio judicial |
Sinaliza a existência de uma ação judicial pendente relacionada com o crédito |
|
Prazos |
Informação sobre o início, duração ou vencimento do contrato |
Montante total em dívida
Corresponde ao capital que o devedor ainda terá de reembolsar ao longo do contrato, não deve ser confundido com a soma de todas as prestações futuras, uma vez que estas podem incluir juros e outros encargos não refletidos da mesma forma no campo do capital em dívida.
Montante em incumprimento
É o valor dos pagamentos que já deveriam ter sido efetuados, mas continuam em atraso e pode surgir acompanhado da data do primeiro pagamento não realizado.
Montante potencial
É um valor que poderá tornar-se uma dívida efetiva no futuro, pode corresponder, por exemplo, ao plafond disponível de um cartão ou a um crédito em que o titular aparece como fiador. As definições destes montantes são estabelecidas pelo Banco de Portugal e não devem ser interpretadas como três dívidas distintas a somar automaticamente.
O que significa “crédito em situação regular”?
Um crédito está em situação regular quando os pagamentos estão a ser efetuados de acordo com o plano definido no contrato, esta indicação significa que, na data de referência, não existiam prestações vencidas e não pagas relativamente ao montante comunicado como regular.
O que significa “crédito em incumprimento”?
Existe incumprimento quando o cliente não paga uma prestação ou outro valor na data acordada.
O mapa pode apresentar:
- O valor em atraso
- A data do primeiro pagamento não realizado
- O restante capital em dívida
- A existência de litígio judicial
- Informação sobre uma eventual renegociação
Uma situação de incumprimento pode ser considerada na avaliação de futuros pedidos de crédito. No entanto, não é o único elemento analisado pela instituição.
O que significa “crédito abatido ao ativo”?
Um crédito abatido ao ativo é uma dívida em incumprimento persistente que foi retirada contabilisticamente do ativo da instituição, isto não significa que a dívida tenha sido perdoada ou que tenha deixado de poder ser cobrada. A instituição pode continuar a reclamar o pagamento, mesmo depois de o crédito ter sido classificado dessa forma.
O que significa “renegociação por prevenção de incumprimento ou por incumprimento”?
Esta menção significa que o contrato foi renegociado porque:
- Existia risco de o cliente deixar de pagar; ou
- Já tinha ocorrido um incumprimento.
A classificação aplica-se durante seis meses quando a renegociação pretendeu prevenir o incumprimento e durante doze meses quando esteve associada a um incumprimento efetivo.
A indicação de renegociação não significa automaticamente que o contrato esteja atualmente em atraso, para confirmar a situação, deve consultar os campos relativos aos montantes em dívida e em incumprimento.
O que significa “em litígio judicial”?
Significa que existe uma ação judicial pendente relacionada com o crédito.
Pode acontecer, por exemplo, quando:
- A instituição recorre ao tribunal para recuperar uma dívida
- O devedor contesta judicialmente o crédito
- Existe outro conflito judicial relacionado com o contrato
A menção apenas identifica a existência do processo e não indica qual das partes tem razão nem antecipa o resultado da ação.
O mapa é atualizado em tempo real?
Não. A CRC centraliza responsabilidades comunicadas mensalmente pelas entidades participantes, por isso, o mapa deve ser lido tendo sempre em atenção o mês e o ano de referência. Um pagamento, encerramento ou correção efetuado recentemente pode ainda não aparecer no mapa consultado.
Por exemplo, se um empréstimo foi liquidado depois da data de referência, é normal que continue a aparecer num documento relativo ao período anterior.
O que mudou na CRC em 2026?
Em 24 de fevereiro de 2026, o Banco de Portugal publicou a Instrução n.º 1/2026, que passou a regulamentar o funcionamento da Central de Responsabilidades de Crédito, substituindo o enquadramento regulamentar anterior.
A atualização está relacionada com o novo regime da cessão e gestão de créditos bancários e com o alargamento e adaptação dos deveres de comunicação das entidades participantes.
Entre os aspetos relevantes encontra-se a comunicação à CRC das responsabilidades associadas a créditos que foram cedidos e que passaram a ser acompanhados por gestores de créditos.
Isto ajuda a assegurar que a informação continua a ser reportada mesmo quando o crédito é vendido ou passa a ser gerido por outra entidade.
Estas alterações dizem respeito sobretudo às regras técnicas de reporte e ao funcionamento da CRC. Não se deve concluir que todos os novos elementos técnicos passam necessariamente a aparecer, com a mesma designação, no PDF consultado pelos particulares.
Taxa de esforço em 2026: o limite de referência passou para 45%
A taxa de esforço é habitualmente associada ao rácio DSTI, sigla inglesa de debt service-to-income.
Em termos simples, o rácio compara o total das prestações mensais dos empréstimos com o rendimento mensal líquido do cliente:
DSTI = prestações mensais dos créditos ÷ rendimento mensal líquido × 100
Desde 1 de agosto de 2026, os novos contratos cuja avaliação de solvabilidade ocorra a partir dessa data devem, em regra, respeitar um limite de 45%. Anteriormente, o limite geral era de 50%.
Exemplo prático
Um agregado familiar tem:
- Rendimento líquido mensal: 2.000 €
- Prestações atuais: 500 €
- Prestação prevista do novo crédito: 400 €
O total das prestações seria de 900 euros:
900 € ÷ 2.000 € × 100 = 45%
Neste exemplo simplificado, o rácio corresponde ao limite geral de referência. O cálculo efetuado pela instituição pode, no entanto, incluir pressupostos prudenciais, nomeadamente o efeito de uma eventual subida da taxa de juro ou uma redução futura do rendimento.
Os bancos podem ultrapassar os 45%?
A recomendação permite que até 10% do montante total de crédito concedido por cada instituição, em cada semestre, ultrapasse o limite geral do DSTI.
Isto não significa que qualquer cliente tenha direito a essa exceção. A margem é gerida por cada instituição e não elimina a obrigação de avaliar a solvabilidade.
Cumprir os 45% garante a aprovação?
Não, o limite é apenas uma das condições consideradas. A instituição analisa igualmente:
- Rendimentos e despesas
- Situação profissional
- Idade
- Estabilidade dos rendimentos
- Responsabilidades já existentes
- Possíveis alterações futuras
- Características do contrato
- Critérios internos de risco
Mesmo quando a avaliação é positiva, a instituição não fica obrigada a conceder o crédito.
A taxa de esforço aparece no mapa?
Não necessariamente, o Mapa de Responsabilidades de Crédito fornece informação que pode ser usada na avaliação da capacidade financeira, mas não deve ser confundido com uma simulação da taxa de esforço.
O mapa também não informa as instituições sobre se cada crédito registado cumpriu os limites da recomendação macroprudencial.
Os plafonds não utilizados entram diretamente na taxa de esforço?
Um plafond não utilizado aparece como responsabilidade potencial, mas não deve ser convertido automaticamente numa prestação mensal como se já estivesse totalmente utilizado.
Ainda assim, a existência de cartões e linhas de crédito disponíveis pode ser considerada pela instituição na análise global do risco.
Uma fiança conta integralmente para a taxa de esforço?
Não é correto afirmar que o capital total do crédito garantido entra automaticamente e por inteiro no cálculo simples da taxa de esforço do fiador.
A fiança constitui uma responsabilidade potencial. Na avaliação de solvabilidade, a instituição deve ponderar o possível aumento das despesas caso o fiador ou avalista venha a ser chamado a pagar a dívida garantida.
Erros comuns (e como evitá-los)
1 – Confundir com “Lista Negra”
Mito: “O Mapa de Responsabilidades é uma lista negra de pessoas com problemas”
Realidade: Não! O mapa é um documento técnico e neutro que registra todos os créditos, independentemente da situação. Até pessoas financeiramente saudáveis com múltiplos créditos têm um mapa com várias linhas. Não há “mapa bom” ou “mapa mau”, há apenas mapa com ou sem atrasos.
2 – Não perceber o estatuto “avalista”
Mito: “Como sou apenas fiador, não me afeta”
Realidade: Errado! Se é fiador ou avalista de alguém, esse crédito também aparece no seu mapa de responsabilidades e conta para a sua taxa de esforço. Se o devedor não pagar, você é responsável legalmente por pagar.
Exemplo: Se for fiador de um empréstimo de 10.000€ do seu filho, esse valor conta como se fosse seu endividamento.
3 – Ignorar créditos antigos
Situação comum: “Paguei aquele crédito há 3 anos, deve estar fora do mapa”
Realidade: O mapa mantém histórico de até 5 anos. Se um crédito foi pago há menos de 5 anos, ainda aparece (como “Pago”). Isto é normal e não prejudica a aprovação de novo crédito, apenas mostra o histórico.
4 – Não atualizar após crédito pago
Problema: Pagou um crédito completamente, mas ainda aparece no mapa como “Ativo”
Solução: Isto pode ser um erro de comunicação. O banco tem obrigação de comunicar ao Banco de Portugal que o crédito foi liquidado. Se não aparece em 2-3 meses:
- Contacte o banco onde pegou o crédito
- Peça para confirmar que foi registado como pago
- Se necessário, reclame ao Banco de Portugal
Quando os bancos consultam o seu mapa?
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Situação |
Banco Consulta? |
Impacto |
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Pedir crédito habitação |
✅ Sempre |
Muito importante — afeta aprovação e taxa de juro |
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Pedir crédito pessoal |
✅ Sempre |
Importante — pode recusar ou oferecer taxas piores |
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Solicitar cartão de crédito |
✅ Sempre |
Moderado — pode recusar ou oferecer limite baixo |
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Aumentar limite de cartão existente |
✅ Frequentemente |
Moderado — pode recusar ou oferecer limite baixo |
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Abrir conta corrente |
⚠️ Às vezes |
Moderado |
|
Renegociar crédito existente |
✅ Sim |
Baixo — bancos digitais raramente consultam |
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Simplesmente consultar o seu mapa |
❌ Não há consulta |
Sem impacto — você pode consultar sem restrições |
Informação Importante: Consultar o seu próprio mapa NÃO prejudica em nada. Os bancos apenas veem que consultou, não é registado como uma “procura de crédito”, portanto, consulte livremente!
Temos um erro: o que fazer?
Se encontrar informação incorreta:
- Reúna evidências: Procure documentos que provem o erro (comprovativo de pagamento, contrato, etc.).
- Contacte o banco responsável: A instituição que concedeu o crédito é a única responsável por corrigir a informação. Envie um email ou dirija-se presencialmente, explique o erro e anexe evidências.
- Aguarde a retificação: Pode demorar 1-2 meses até a alteração ficar refletida no seu mapa.
- Se o banco não responde: Reclame ao Banco de Portugal através do email: info@bportugal.pt ou preencha um formulário de reclamação no site.
Casos mais comuns de erros
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Erro |
Causa |
Solução |
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Crédito pago ainda aparece como “Ativo” |
Banco não comunicou a liquidação |
Contactar o banco + comprovativo de pagamento |
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Montante deve é maior que deveria |
Cálculo incorreto de juros |
Pedir ao banco um detalhe da dívida |
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Crédito de outra pessoa com seu nome |
Erro administrativo ou fraude |
Contactar imediatamente o banco |
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Aparecem dois créditos iguais |
Duplicação no sistema |
Contactar o banco para consolidar |
Dicas para melhorar sua reputação de crédito
Pague sempre no prazo
- Conselho: Configure transferências automáticas para garantir que não se esquece de pagamentos.
- Impacto: Atrasos prejudicam seriamente a sua reputação. Um atraso de 30 dias já aparece no mapa.
Reduza sua taxa de esforço
- Objetivo: Fique bem abaixo do limite de 45%.
- Estratégias: Aumentar rendimentos (quando possível), consolidar créditos (juntar vários num só com prestação menor e amortizar créditos mais pequenos rapidamente
Monitore regularmente (a cada 6 meses)
- Ação: Consulte o seu mapa a cada 6 meses.
- Benefício: Apanha erros cedo e fica atualizado.
Não solicite demasiados créditos em curto prazo
- Problema: Cada solicitação deixa um “registo” que os bancos veem.
- Dica: Deixe passar 3-6 meses entre pedidos de crédito diferentes.
Apague atrasos antigos
- Informação: Atrasos de mais de 5 anos desaparecem do mapa.
- Conselho: Se tem atrasos antigos, após 5 anos saem automaticamente.
Considere consolidação de créditos
- O que é: Juntar vários créditos num só empréstimo, geralmente com prestação menor.
- Vantagem: Reduz número de contratos e pode baixar taxa de esforço.
- Quando fazer: Se tem 3+ créditos pessoais diferentes.
Em 2026, o mais relevante é encarar este documento como um instrumento de verificação e controlo. Consultá-lo com atenção permite perceber como as suas responsabilidades estão registadas, identificar situações que merecem esclarecimento e chegar mais bem informado a qualquer contacto com uma instituição financeira, a utilidade do mapa está precisamente aí: transformar informação dispersa sobre crédito num retrato mais claro da sua situação financeira.
RANKIA PORTUGAL: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações aqui contidas não constituem aconselhamento financeiro, nem recomendação de compra ou venda de quaisquer instrumentos financeiros. A rentabilidade passada não garante retornos futuros. Antes de tomar decisões de investimento, recomenda-se a consulta de um profissional devidamente habilitado.
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