Melhores ETFs que distribuem dividendos
Este ano, o investimento em dividendos volta a estar muito em destaque… mas por um motivo diferente do habitual “quero rendimentos”. Há cada vez mais atenção à regularidade dos pagamentos (mensais/trimestrais) e à qualidade do dividendo, e não apenas à procura do yield mais elevado. De facto, nas últimas semanas têm surgido anúncios muito concretos sobre calendários de distribuição em ETFs (por exemplo, a HSBC comunicou pagamentos trimestrais para vários dos seus fundos, com data ex-dividend no início de fevereiro e pagamento no final de fevereiro de 2026).

Dividendos de qualidade: 10 ações dos EUA com ‘moat’ e rentabilidade por dividendo – Fonte: Morningstar
E aqui está o ponto essencial: nem todos os dividendos são “seguros”. A Morningstar resume bem esta ideia-chave:
procurar as zonas “mais ricas em rentabilidade” pode conduzir a armadilhas de dividendo (um yield atrativo hoje, mas insustentável amanhã).
Tendo isto em conta, os ETFs de dividendos são uma forma prática de investir sem selecionar ações individualmente: permitem diversificar com um capital reduzido e escolher o estilo que melhor se adequa ao perfil de cada investidor (maior rentabilidade, dividendos crescentes, aristocratas ou filtros de qualidade). Neste artigo deixo uma seleção dos principais ETFs de dividendos até ao momento, explicando que estratégia segue cada um e em que situações podem fazer mais sentido, consoante o objetivo seja obter rendimentos, estabilidade ou crescimento do dividendo.
Este artigo não deve ser considerado aconselhamento de investimento. É meramente informativo e educacional.
O que comparar num ETF de dividendos?
Antes de comparar ETFs de dividendos, é importante analisar vários indicadores em conjunto:
|
Critério |
O que indica |
|
Dividend yield |
Relação entre as distribuições realizadas e o preço do ETF. Pode variar ao longo do tempo e não representa uma rentabilidade garantida. |
|
Rentabilidade total |
Considera a evolução do valor do ETF e, quando aplicável, os dividendos distribuídos. |
|
TER |
Percentagem anual de custos correntes do ETF. |
|
Volatilidade |
Indica a intensidade das oscilações históricas do valor do ETF. |
|
Distribuição |
Permite perceber se os rendimentos são pagos aos participantes e com que periodicidade. |
|
Número de posições |
Ajuda a avaliar o grau de diversificação da carteira, embora não seja suficiente, por si só, para medir o risco. |
|
Património do fundo |
Mostra a dimensão do ETF num determinado momento. |
|
Estratégia |
Permite distinguir abordagens de high dividend, qualidade, crescimento de dividendos ou outras metodologias. |
Um dividend yield superior não significa necessariamente uma rentabilidade total superior. A comparação deve considerar a estratégia e as restantes características de cada ETF.
Melhores ETFs com maior rentabilidade por dividendo 2026
De seguida, apresentamos uma seleção dos ETFs de dividendos com melhor desempenho com base em critérios como: rentabilidade, volatilidade e custos, entre outros.
Nota importante: quando utilizamos a expressão “os 5 melhores”, isso não significa que sejam os únicos ETFs de qualidade nem que sejam, de forma absoluta, “os melhores do mundo”. Trata-se apenas de cinco ETFs que apresentaram um desempenho sólido, sobretudo no último ano, e que, pelas suas métricas e abordagem, podem continuar a enquadrar-se em 2026. Dito isto, a opção “mais adequada” depende sempre do perfil, dos objetivos e das necessidades financeiras de cada investidor.
|
ETF |
ISIN / Ticker |
TER |
Rentabilidade |
Volatilidade |
|
VanEck |
NL0011683594 / |
0,38% |
56,64% |
8,22% |
|
Fidelity Global |
IE00BYXVGZ48 / |
0,40% |
43,40% |
9,53% |
|
Vanguard FTSE |
IE00B8GKDB10 / |
0,29% |
41,79% |
8,17% |
|
Xtrackers STOXX |
LU0292096186 / |
0,50% |
41,52% |
9,18% |
|
iShares STOXX |
DE000A0F5UH1 / |
0,46% |
40,35% |
7,65% |
Dividend yield vs retorno total: qual é a diferença?
Ao comparar ETFs de dividendos, é importante distinguir entre dividend yield e retorno total, uma vez que estas métricas medem aspetos diferentes.
O dividend yield representa a relação entre os dividendos distribuídos e o preço do ETF num determinado período. Por exemplo, um dividend yield de 4% significa que as distribuições consideradas correspondem aproximadamente a 4% do valor utilizado no cálculo dessa métrica.
No entanto, um dividend yield mais elevado não significa necessariamente que o ETF tenha apresentado uma rentabilidade superior. O retorno total considera não só os dividendos, mas também a evolução do valor do investimento.
De forma simplificada:
Retorno total = variação do valor do ETF + dividendos
Por exemplo, se um ETF distribuir o equivalente a 4% em dividendos, mas o seu valor cair 7% durante o mesmo período, o resultado global do investimento pode ser negativo.
Da mesma forma, um ETF com um dividend yield de 2% pode apresentar um retorno total superior caso a valorização dos ativos que compõem a carteira compense a menor distribuição.
|
Métrica |
O que mede |
|
Dividend yield |
Relação entre os dividendos distribuídos e o preço do ETF |
|
Valorização do ETF |
Variação do valor da participação |
|
Retorno total |
Combinação da evolução do valor com os dividendos distribuídos |
Porque é que um dividend yield elevado exige contexto?
Um yield elevado pode resultar de dividendos elevados, mas também pode aumentar quando o preço das ações ou do próprio ETF diminui.
Por exemplo, se uma empresa mantiver o mesmo dividendo enquanto a sua cotação cai significativamente, o dividend yield aumenta matematicamente, mesmo que a situação financeira da empresa se tenha deteriorado.
Por isso, na análise de ETFs de dividendos, o yield deve ser observado em conjunto com outros indicadores, como:
- evolução da rentabilidade total;
- sustentabilidade dos dividendos das empresas em carteira;
- volatilidade;
- diversificação;
- concentração setorial e geográfica;
- custos do ETF;
- metodologia do índice seguido.
Os dividendos não são garantidos e podem ser reduzidos ou suspensos. Por esse motivo, um dividend yield elevado, isoladamente, não permite avaliar o desempenho ou o risco de um ETF.
Fiscalidade dos ETFs em Portugal
A fiscalidade dos ETFs depende da forma como os rendimentos são obtidos, do tipo de ETF e da situação fiscal do investidor.
Para uma pessoa singular residente fiscal em Portugal, é importante distinguir sobretudo entre rendimentos distribuídos pelo ETF e mais-valias obtidas na venda das unidades de participação.
Como são tributados os rendimentos distribuídos?
Os rendimentos distribuídos por ETFs podem ser enquadrados como rendimentos de capitais.
Em regra, os rendimentos de capitais sujeitos a tributação autónoma são tributados à taxa de 28%, sem prejuízo da possibilidade de englobamento quando legalmente aplicável.
Quando os rendimentos são obtidos no estrangeiro, os residentes fiscais em Portugal devem declará-los no IRS. A Autoridade Tributária indica que os rendimentos obtidos no estrangeiro, incluindo juros e dividendos, devem ser declarados através do Anexo J da declaração Modelo 3.
Se tiver sido pago imposto no estrangeiro, esse montante pode, dentro das condições previstas na legislação, ser considerado para efeitos de crédito de imposto por dupla tributação internacional.
E nos ETFs de acumulação?
Nos ETFs de acumulação, os rendimentos gerados pelos ativos da carteira não são distribuídos diretamente ao participante, sendo reinvestidos no próprio fundo.
Por esse motivo, o investidor não recebe periodicamente esse rendimento em numerário.
Para efeitos fiscais, o momento relevante para o investidor pode ocorrer quando existe alienação, resgate ou outra operação que origine uma mais-valia tributável, consoante o enquadramento concreto do ETF e da operação.
Como são tributadas as mais-valias na venda de ETFs?
Quando um ETF é vendido por um valor superior ao respetivo valor de aquisição, pode ser apurada uma mais-valia.
Em termos gerais, o saldo positivo entre mais-valias e menos-valias provenientes de valores mobiliários está sujeito a tributação à taxa autónoma de 28%, sem prejuízo das regras de englobamento aplicáveis.
Desde 2024, o Código do IRS prevê também uma exclusão parcial de tributação para determinados valores mobiliários admitidos à negociação e participações em organismos de investimento coletivo abertos, em função do período de detenção:
|
Período de detenção |
Parcela excluída de tributação |
|
Mais de 2 anos e menos de 5 anos |
10% |
|
5 anos ou mais e menos de 8 anos |
20% |
|
8 anos ou mais |
30% |
ETFs de distribuição e de acumulação têm o mesmo tratamento fiscal?
Não necessariamente.
Num ETF de distribuição, o participante recebe rendimentos durante o período em que mantém o investimento, podendo existir tributação desses rendimentos à medida que são distribuídos.
Num ETF de acumulação, esses rendimentos permanecem no fundo e são reinvestidos, pelo que a tributação ao nível do investidor tende a estar associada ao momento em que ocorre uma operação tributável, como a alienação das unidades de participação.
O tratamento concreto depende, porém, do domicílio do ETF, da natureza do rendimento, da entidade através da qual o pagamento é efetuado e da situação fiscal do investidor.
Análise dos ETFs de dividendos
Agora vamos analisar brevemente cada um dos ETFs mencionados na tabela, para os conhecer um pouco melhor:
VanEck Morningstar Developed Markets Dividend Leaders UCITS ETF
O VanEck Morningstar Developed Markets Dividend Leaders UCITS (NL0011683594) é um
ETF global (mercados desenvolvidos) que seleciona empresas com dividendos consistentes e considerados sustentáveis, recorrendo a filtros ESG. O fundo inclui apenas 100 empresas, pelo que não replica o mercado no seu conjunto (market beta), tratando-se antes de uma seleção específica de empresas pagadoras de dividendos. Nos últimos anos apresentou um desempenho sólido e pode enquadrar-se para quem procura um equilíbrio entre rendimentos e critérios de qualidade.
Principais características:
- Nome do fundo: VanEck Morningstar Developed Markets Dividend Leaders UCITS ETF
- Rentabilidade a 3 anos: 56,64%
- Distribuição de dividendos: Sim, com periodicidade trimestral
- TER: 0,38%
- Volatilidade a 1 ano: 11,37%
Aspetos positivos a considerar:
- Yield moderado (cerca de 3–4%, consoante o ano) com pagamento trimestral.
- Fundo de dimensão relevante (Ativos líquidos totais de aproximadamente 9,6 mil milhões de euros, em 10 de setembro de 2026) e com uma estratégia claramente definida.
- Menor dependência do mercado dos Estados Unidos face a outros ETFs globais.

Fonte: Morningstar
Aspetos a ter em conta (riscos):
- Forte exposição ao setor financeiro: um desempenho mais fraco de bancos e seguradoras pode ter impacto no ETF.
- Ausência de cobertura cambial: a exposição a moedas como USD, GBP ou CHF pode provocar variações na rentabilidade em euros.
Perfil a que pode adequar-se: investidor que procura dividendos associados a uma seleção de empresas com critérios de qualidade, aceitando algum enviesamento setorial.
Fidelity Global Quality Income UCITS ETF INC-USD
O Fidelity Global Quality Income UCITS ETF INC-USD (IE00BYXVGZ48) é um ETF de quality income (mercados desenvolvidos) com cerca de 250 empresas. O ponto a salientar é que, apesar da designação “income”, o fundo tem um peso relevante em mega caps como NVIDIA, Apple, Microsoft ou Alphabet. Esse posicionamento contribuiu para a rentabilidade, mas faz com que o componente de rendimento seja menos dominante do que noutros produtos focados exclusivamente em dividendos.
Principais características:
- Nome do fundo: Fidelity Global Quality Income UCITS ETF INC-USD
- Rentabilidade a 3 anos: 43,40%
- Distribuição de dividendos: Sim, com periodicidade trimestral
- TER: 0,40%
- Volatilidade a 1 ano: 14,89%
Aspetos positivos a considerar:
- Diversificação razoável, com cerca de 250 títulos.
- Enfoque em critérios de qualidade, o que tende a reduzir a exposição a armadilhas de dividendo.
- Fundo com dimensão confortável (AUM aproximado de 677 milhões de euros).

Fonte: Morningstar
Aspetos a ter em conta (riscos):
- Yield relativamente baixo, não sendo adequado para quem procura rendimentos elevados de forma regular.
- Elevada exposição aos Estados Unidos e ao setor tecnológico, o que pode fazer com que o comportamento se aproxime mais de um ETF global de qualidade ou crescimento do que de um ETF clássico de dividendos.
Perfil a que pode adequar-se: investidor que procura exposição a empresas globais de qualidade com um complemento de dividendo, mas para quem a prioridade não é a obtenção de rendimentos periódicos elevados.
Vanguard FTSE All-World High Dividend Yield UCITS ETF Distributing
O Vanguard FTSE All-World High Dividend Yield UCITS ETF Distributing (IE00B8GKDB10) é um dos ETFs mais conhecidos na categoria de dividendos globais de elevada rentabilidade. É um fundo muito diversificado, com mais de 2.200 empresas, e apresenta custos reduzidos para o tipo de exposição que oferece (TER de 0,29%). É frequentemente utilizado como ETF “core” por investidores que procuram dividendos globais de forma simples e sem grande complexidade.
Principais características:
- Nome do fundo: Vanguard FTSE All-World High Dividend Yield UCITS ETF Distributing
- Rentabilidade a 3 anos: 41,79%
- Distribuição de dividendos: Sim, com periodicidade trimestral
- TER: 0,29%
- Volatilidade a 1 ano: 11,58%
Aspetos positivos a considerar:
- Diversificação muito elevada (2.219 títulos), reduzindo o risco associado a empresas individuais.
- Custos baixos (0,29%) e fundo de grande dimensão (AUM aproximado de 6.822 milhões de euros).
- A Vanguard indicava um valor de distribuição histórica de 2,43% em 31 de agosto de 2026. Este valor é variável e não representa uma taxa garantida.

Fonte: Morningstar
Aspetos a ter em conta (riscos):
- Por ser um ETF de high dividend, tende a ter maior exposição a setores mais maduros (financeiro, industrial, defensivo), podendo ficar para trás em períodos em que o mercado privilegia crescimento puro.
- Ausência de cobertura cambial, com exposição relevante ao dólar norte-americano.
- Réplica por amostragem (prática comum da Vanguard em índices muito amplos); normalmente não é um problema, mas é um aspeto a conhecer.
Perfil a que pode adequar-se: investidor que procura um ETF de dividendos global como núcleo da carteira, com elevada diversificação e custos competitivos.
Xtrackers STOXX Global Select Dividend 100 Swap UCITS ETF 1D
O Xtrackers STOXX Global Select Dividend 100 Swap UCITS ETF 1D (LU0292096186) é um ETF centrado em 100 ações globais de elevado dividendo, selecionadas a partir do universo STOXX Global 1800. O seu principal atrativo é a rentabilidade por dividendo tendencialmente elevada (atualmente em torno de 4,6%), combinada com distribuição trimestral.
Principais características:
- Nome do fundo: Xtrackers STOXX Global Select Dividend 100 Swap UCITS ETF 1D
- Rentabilidade a 3 anos: 41,52%
- Distribuição de dividendos: Sim, com periodicidade trimestral
- TER: 0,50%
- Volatilidade a 1 ano: 10,48%
Aspetos positivos a considerar:
- Yield atrativo para quem procura rendimentos mais elevados.
- Histórico longo, com lançamento em 2007.
- Volatilidade a 1 ano moderada, tendo em conta o tipo de estratégia seguida.

Fonte: Morningstar
Aspetos a ter em conta (riscos):
- Estrutura sintética (swap): não é negativa por si só, mas introduz risco de contraparte, ainda que, em ETFs UCITS, este risco seja geralmente bastante controlado.
- TER relativamente elevado (0,50%) para um ETF de ações.
- Maior risco de “armadilhas de dividendo” face a estratégias de crescimento de dividendos ou de qualidade, já que a seleção baseada em yield pode incluir empresas com payout elevado ou modelos de negócio mais cíclicos.
Perfil a que pode adequar-se: investidor que privilegia rendimentos mais elevados, aceitando uma estrutura sintética e um maior risco associado a estratégias de high yield.
O iShares STOXX Global Select Dividend 100 UCITS ETF (DE) (DE000A0F5UH1) é um ETF que replica o mesmo índice do produto anterior (STOXX Global Select Dividend 100), mas com réplica física e um TER ligeiramente inferior (0,46%). É frequentemente visto como a alternativa mais simples para quem pretende exposição a este índice sem recorrer a uma estrutura sintética (swap).
Principais características:
- Nome do fundo: iShares STOXX Global Select Dividend 100 UCITS ETF (DE)
- ISIN: DE000A0F5UH1
- Rentabilidade a 3 anos: 40,35%
- Distribuição de dividendos: até quatro vezes por ano
- TER: 0,46%
- Volatilidade a 1 ano: aproximadamente 7,6%
Aspetos positivos a considerar:
- Yield elevado e fundo de grande dimensão (AUM aproximado de 3.715 milhões de euros).
- Réplica física completa, geralmente considerada mais simples de compreender por muitos investidores.
- Volatilidade a 1 ano relativamente contida.

Fonte: Morningstar
Aspetos a ter em conta (riscos):
- Distribuição de dividendos menos regular, uma vez que ocorre pelo menos uma vez por ano, sendo menos previsível do que um pagamento trimestral.
- Composição algo particular, com maior peso em mercados como Hong Kong e Austrália, bem como em setores como financeiro e energia, o que pode aumentar a ciclicidade e o risco regulatório ou geopolítico.
- Apesar de ser um ETF físico, o enviesamento para high dividend mantém o risco de armadilhas de dividendo.
Perfil a que pode adequar-se: investidor que procura a abordagem “global high dividend 100”, com réplica física e um fundo de grande dimensão, aceitando uma menor regularidade nos pagamentos.
Melhores ETFs que pagam dividendos mensais
Os ETFs que distribuem dividendos de forma mensal podem ser uma opção interessante para quem procura rendimentos recorrentes com periodicidade regular, sem necessidade de construir uma carteira de ações individualmente. Este tipo de ETFs combina, regra geral, estratégias de distribuição — como dividendos tradicionais ou geração de rendimentos através de opções — com uma diversificação alargada, permitindo o acesso a fluxos mensais a partir de um único investimento.
ETFs com dividendos mensais:
- Global X Nasdaq 100 Covered Call UCITS ETF D
- ISIN / Ticker: IE00BM8R0J59 / QYLE
- TER: 0,45%
- Rentabilidade máxima: 37,83%
- Volatilidade a 1 ano: 17,00%
- JPMorgan Global Equity Premium Income Active UCITS ETF USD (dist)
- ISIN / Ticker: IE0003UVYC20 / JGPI
- TER: 0,35%
- Rentabilidade máxima: 14,56%
- Volatilidade a 1 ano: 10,17%
No entanto, estes ETFs não seguem todos o mesmo objetivo: alguns privilegiam a maximização dos rendimentos, enquanto outros procuram maior estabilidade e menor volatilidade. Por esse motivo, é importante compreender bem a estratégia de cada ETF antes de o considerar numa carteira.
Saiba mais 👉 Melhores empresas que pagam dividendos
Melhores ETFs de dividendos de acumulação
Se procuras ETFs de dividendos, mas preferes a modalidade de acumulação (em que o fundo reinveste automaticamente os dividendos em vez de os distribuir), estes três ETFs são habitualmente referidos como opções interessantes para uma carteira de longo prazo. A lógica é simples: obténs exposição a empresas com perfil de dividendo e qualidade, beneficiando do efeito de capitalização composta ao longo do tempo.
ETFs de dividendos em regime de acumulação:
- iShares MSCI World Quality Dividend Advanced UCITS ETF USD (Acc)
- ISIN / Ticker: IE00BKPSFC54 / AYEG
- TER: 0,38%
- Rentabilidade máxima: 90,53%
- Volatilidade a 1 ano: 12,59%
- Vanguard FTSE All-World High Dividend Yield UCITS ETF Acc
- ISIN / Ticker: IE00BK5BR626 / VGWE
- TER: 0,29%
- Rentabilidade máxima: 79,01%
- Volatilidade a 1 ano: 13,62%
- Fidelity Global Quality Income UCITS ETF ACC-USD
- ISIN / Ticker: IE000YUTMIU2 / FGEA
- TER: 0,40%
- Rentabilidade máxima: 10,22%
- Volatilidade a 1 ano: 15,06%
Estes três ETFs representam abordagens distintas: um foco mais claro em qualidade e dividendos (iShares Quality Dividend), uma exposição a dividendos globais de maior rendimento (Vanguard All-World High Dividend) e uma estratégia de geração de rendimentos com enviesamento para qualidade (Fidelity Global Quality Income). Todos partilham um elemento essencial: a reinversão automática dos dividendos, reduzindo a tentação de consumir os rendimentos e potenciando o crescimento a longo prazo.
Leia ainda 👉 Melhores ETFs acumulativos
Onde comprar ETFs de dividendos a partir de Portugal?
Se está a perguntar-se onde comprar ETFs de dividendos a partir de Portugal, o ponto central passa por escolher uma corretora regulada, com acesso a uma boa oferta de ETFs UCITS e com uma estrutura de custos que não penalize a rentabilidade no longo prazo. Seguem-se algumas opções frequentemente utilizadas por investidores para investir em ETFs de dividendos de forma simples.
Nota: este conteúdo é meramente informativo e não constitui aconselhamento financeiro nem recomendação de investimento.
Trade Republic
A Trade Republic é uma corretora europeia de origem alemã, conhecida pela sua estrutura de custos simples e pela aposta no investimento de longo prazo. Disponibiliza acesso a ações e ETFs através de uma plataforma essencialmente móvel, com foco na facilidade de utilização e em investimentos recorrentes.
- Supervisão: BaFin e Bundesbank (Alemanha).
- O que podes operar: Ações e ETFs, além de obrigações, fundos (private equity), criptomoedas, conta remunerada.
- Comissões: Modelo simples: 1 € por ordem + spreads (diferencial compra/venda).
- Plataforma: Plataforma própria, orientada para mobile, com app e ambiente online.
XTB
A XTB é uma corretora europeia com mais de 20 anos de presença no mercado, com operação em Portugal através de sucursal registada na CMVM. Ao longo dos últimos anos, reforçou a sua oferta para investidores de longo prazo, passando a disponibilizar ações e ETFs reais, além de uma plataforma própria com funcionalidades alargadas.
- Supervisão: Grupo supervisionado pela KNF (Polónia) e com entidades reguladas noutras jurisdições (ex.: FCA, CySEC, entre outras).
- O que podes operar:
- Ações e ETFs reais.
- CFDs sobre Forex, índices, matérias-primas, ações, ETFs e criptomoedas (instrumentos diferentes, com maior complexidade e risco).
- Comissões
- Ações e ETFs: 0% de comissão de execução até 100.000 € por mês; acima disso, 0,2% por operação (mínimo 10 €).
- Taxa de conversão cambial: 0,5%.
- Plataforma: Plataforma própria: xStation 5 (web e desktop) e xStation Mobile (app).
Lightyear
A Lightyear é uma corretora online recente no mercado europeu, orientada para a simplicidade, transparência e custos reduzidos. Permite investir em ações e ETFs através de uma aplicação móvel, sendo frequentemente associada a soluções de investimento direto, sem funcionalidades excessivamente complexas.
- Supervisão: FCA (Reino Unido) e EFSA / Finantsinspektsioon (Estónia) para a operação na UE (consoante a entidade aplicável).
- O que podes operar: Ações à vista e ETFs.
- Comissões
- ETFs: sem comissões de negociação (podem existir outros custos).
- Ações: estrutura de comissões reduzida (na tua review surge a referência a 1 $ / 1 € / 1 £ por ordem).
- Plataforma: Aplicação móvel (modelo centrado em app).
Que estratégias seguem os ETFs de dividendos e como afetam a rentabilidade?
Tal como acontece com os fundos de investimento, os ETFs focados em rentabilidade por dividendo adotam diferentes estratégias de seleção e ponderação, ajustadas a vários perfis de investidor. Estas são algumas das abordagens mais comuns:
- ETFs ponderados pela capitalização bolsista, em que as empresas de maior dimensão têm maior peso na carteira.
- ETFs com exposição geográfica específica, como Estados Unidos, Europa ou mercados emergentes.
- ETFs que investem nos Aristocratas do Dividendo, empresas com várias décadas de aumentos consecutivos no pagamento de dividendos.
- ETFs focados nos chamados Reis do Dividendo, que exigem um histórico ainda mais longo de crescimento dos dividendos.
- ETFs que privilegiam empresas com dividendos crescentes ano após ano.
- ETFs com enfoque em rendimentos elevados por dividendo (High Dividend Yield).
- Outras variantes, que combinam critérios de qualidade, sustentabilidade e momentum.
Graças aos ETFs, é possível aceder a carteiras diversificadas deste tipo de empresas de forma eficiente e, em geral, com custos reduzidos.
Para saber mais, veja também 👉 ETF: o que são e como funcionam?
Tipos de empresas em função do dividendo
Dentro do universo de empresas que distribuem dividendos, existem vários perfis consoante o seu histórico, consistência e política de distribuição. Estas categorias são úteis tanto para a seleção direta de ações como para compreender a composição de muitos ETFs de dividendos:
- Triunfadores do Dividendo (Dividend Achievers): empresas cotadas no NASDAQ ou na NYSE que aumentaram o dividendo de forma anual durante, pelo menos, 10 anos consecutivos.
- Concorrentes do Dividendo (Dividend Contenders): empresas com um histórico de 10 a 24 anos de aumentos anuais de dividendos, mas que ainda não atingiram o estatuto de Aristocratas.
- Aristocratas do Dividendo (Dividend Aristocrats): empresas integrantes do índice S&P 500 que aumentaram o dividendo durante mais de 25 anos consecutivos.
- Campeões do Dividendo (Dividend Champions): semelhantes aos Aristocratas, mas incluindo empresas fora do S&P 500, desde que tenham pelo menos 25 anos consecutivos de crescimento do dividendo.
- Reis do Dividendo (Dividend Kings): empresas com um historial excecional, com mais de 50 anos consecutivos de aumentos no pagamento de dividendos.
- Ações de Alto Dividendo (High Dividend Yield): focam-se em empresas com dividendos acima da média do mercado ou do índice S&P 500. Normalmente integram índices especializados, com diferentes filtros de qualidade, dimensão ou estabilidade.
- Dogs of the Dow: estratégia que seleciona as ações com maior rentabilidade por dividendo dentro do índice Dow Jones.
- Ações com dividendo crescente (Dividend Growers): empresas que aumentam o dividendo de forma consistente ao longo do tempo, com períodos mínimos variáveis consoante o índice (geralmente entre 5 e 10 anos), sendo selecionadas através de filtros adicionais de qualidade financeira.
FAQs
Os ETFs recebem os dividendos das empresas que integram a carteira e gerem-nos de duas formas:
ETFs de distribuição: distribuem esses dividendos aos investidores (mensalmente, trimestralmente, etc.).
ETFs de acumulação: reinvestem automaticamente os dividendos no próprio fundo.
A periodicidade e o momento do pagamento dependem de cada ETF e da sua estrutura legal.
Os ETFs que incluem no nome termos como “Distribuição”, “Dist” ou “Distribution” distribuem dividendos periodicamente aos investidores.
Por outro lado, os ETFs identificados como “Acumulação”, “Acc” ou “Capitalização” reinvestem automaticamente os dividendos no fundo, sem efetuar pagamentos.
RANKIA PORTUGAL: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações aqui contidas não constituem aconselhamento financeiro, nem recomendação de compra ou venda de quaisquer instrumentos financeiros. A rentabilidade passada não garante retornos futuros. Antes de tomar decisões de investimento, recomenda-se a consulta de um profissional devidamente habilitado.
Interactive Brokers: Investir em produtos financeiros envolve risco. As perdas podem exceder o valor do seu investimento inicial.
XTB: Negociar envolve riscos e poderá perder parte ou todo o seu capital investido. As informações fornecidas têm fins meramente informativos e educativos e não representam qualquer tipo de aconselhamento financeiro e/ou recomendação de investimento.
Os CFDs são instrumentos complexos e apresentam um alto risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 77% das contas de investidores de retalho perdem dinheiro ao negociar CFDs com este fornecedor. Deve considerar se compreende como os CFDs funcionam e se pode correr o alto risco de perder o seu dinheiro.
Investir é arriscado. Invista com responsabilidade.
Trading 212: Quando investe, o seu capital está em risco e poderá receber menos do que o montante investido. O desempenho passado não garante resultados futuros. Esta informação não constitui aconselhamento de investimento. Faça a sua própria pesquisa. Link patrocinado. Para receber ações fracionadas gratuitas no valor de até 100 EUR/GBP, pode abrir uma conta na Trading 212 através deste link. Aplicam-se termos e condições.
Lightyear: A prestação de serviços de investimento é assegurada pela Lightyear Europe AS. Aplicam-se os termos: lightyear.com/terms. Consulte um profissional qualificado, caso tenha dúvidas. Capital em risco.
Podem aplicar-se outras comissões.
Trade Republic: Investir em ações envolve o risco de perda do seu dinheiro. Invista de forma responsável.
Artigos Relacionados