Melhores cartões com cashback em Portugal
Os cartões com cashback têm ganho cada vez mais popularidade em Portugal, sobretudo entre consumidores que procuram rentabilizar as suas despesas do dia a dia. A ideia é simples: usar um cartão de crédito e receber de volta uma percentagem do valor gasto. No entanto, é importante esclarecer desde já que não existe um “melhor cartão com cashback” universal. O cartão ideal depende sempre do perfil de consumo de cada utilizador — se gasta mais em supermercados, combustível, viagens, compras online ou despesas gerais.
Neste artigo explicamos o que são os cartões com cashback, como funcionam, quais as suas vantagens e desvantagens e como escolher a opção mais adequada para o seu caso. Mais à frente, apresentamos também uma comparação dos melhores cartões com cashback disponíveis em Portugal em 2025.
O que são cartões com cashback?
Os cartões com cashback são cartões de crédito (e, em alguns casos, cartões de débito ou cartões pré-pagos) que devolvem ao utilizador uma parte do valor gasto em compras. Essa devolução corresponde normalmente a uma percentagem fixa ou variável do montante pago.
O cashback pode assumir várias formas, consoante o cartão e a instituição emissora:
- Crédito na fatura do cartão, reduzindo o valor a pagar no mês seguinte;
- Transferência direta para a conta bancária associada;
- Acumulação de pontos ou saldo, que depois pode ser convertido em dinheiro, descontos ou vales de compra.
Na prática, funciona como um desconto diferido: primeiro paga a compra na totalidade e, mais tarde, recebe uma parte desse valor de volta.
Como funciona o cashback nos cartões de crédito?
O funcionamento do cashback varia bastante entre cartões, mas existem alguns princípios comuns que importa conhecer antes de escolher.
Em primeiro lugar, a percentagem de cashback pode ser:
- Fixa, por exemplo 1% sobre todas as compras;
- Diferenciada por categoria, como 3% em supermercados, 2% em combustível e 0,5% nas restantes despesas.
Além disso, muitos cartões aplicam limites máximos de cashback, que podem ser mensais ou anuais. Por exemplo, um cartão pode oferecer 3% de cashback em supermercados, mas apenas até um máximo de 10€ por mês.
Outro ponto importante são as exclusões comuns. Nem todas as transações geram cashback. É frequente ficarem de fora:
- Pagamentos ao Estado;
- Transferências, levantamentos ou carregamentos;
- Apostas, jogos e alguns serviços financeiros.
Vantagens e desvantagens dos cartões com cashback
Os cartões com cashback apresentam vantagens claras, mas também alguns riscos que não devem ser ignorados.
Entre as principais vantagens, destacam-se:
- Possibilidade de recuperar parte das despesas correntes;
- Benefício automático, sem necessidade de cupões ou campanhas complexas;
- Alguns cartões oferecem cashback combinado com outros extras, como seguros ou descontos adicionais.
Por outro lado, existem desvantagens importantes:
- Limites de cashback podem tornar o benefício pouco relevante para alguns perfis;
- Alguns cartões têm anuidade, o que reduz ou elimina o ganho real;
- O incentivo ao consumo pode levar a gastos desnecessários.
Cuidados a ter com cartões com cashback
Antes de aderir a um cartão com cashback, é essencial confirmar a TAEG e as condições de pagamento. Também deve verificar se o cashback compensa eventuais comissões e garantir que consegue pagar sempre a fatura a 100% para evitar juros.
Como escolher o melhor cartão com cashback?
Escolher um cartão com cashback deve ser uma decisão informada e adaptada aos hábitos de consumo. O primeiro critério a analisar é a percentagem real de cashback, tendo em conta os limites máximos aplicados.
Depois, deve avaliar:
- A existência ou não de anuidade;
- O tipo de despesas que mais realiza;
- A aceitação do cartão (Visa ou Mastercard);
- Benefícios adicionais, como seguros, campanhas ou integração com apps financeiras.
Checklist para escolher um bom cartão com cashback
Antes de decidir, coloque a si próprio algumas perguntas-chave:
- Onde gasto mais dinheiro todos os meses?
- O cashback cobre despesas que já faço ou incentiva novos gastos?
- Existe um limite que reduz significativamente o benefício?
- Consigo pagar sempre a totalidade da fatura?
Comparação dos melhores cartões com cashback em Portugal
A oferta de cartões com cashback em Portugal tem evoluído bastante, incluindo não apenas bancos tradicionais, mas também corretoras e fintechs que disponibilizam cartões associados a contas de investimento ou plataformas digitais. A escolha deve ter em conta não só a percentagem de cashback, mas também os limites, custos associados e o perfil de utilização. Eis uma tabela comparativa entre os melhores cartões com cashback no nosso país:
| Nome do cartão | Cashback base / Taxa máxima | Limite máximo do benefício (mensal/anual) | TAEG (crédito) | Anuidade | Condições |
| Cetelem Black Plus | Até 3% em categorias específicas | 180€/ano 5 | ~15% | Gratuita | Exige foco em supermercados/combustível/restaurantes. |
| Universo | 5% Continente + 1% Outras compras | 10€/mês (para 1% cashback) | 18,8% | Gratuita | Exige pagamento na modalidade “Fim do Mês” para 1% cashback. |
| WiZink Rewards | Pontos convertíveis (≈1% estimado) | Variável / Não garantido | 18,8% | Gratuita | Sistema de pontos (menos transparente que cashback direto). |
| Trade Republic Card | 1% saveback (reinvestido) | 15€/mês (máx. 1500€ em despesas) | N/A (Débito/Investimento) | Gratuita (Virtual) | Exige Plano de Poupança mínimo de 50€/mês. |
| XTB Card | 1% (trocado por direitos fracionados) | 20€/mês | N/A (Débito/Investimento) | Gratuita | Exige 5 transações de investimento a cada 30 dias (pacote PRO). |
Analisando a tabela, percebe-se que os cartões bancários tradicionais continuam a destacar-se para quem procura cashback direto e previsível sobre despesas correntes, como alimentação ou combustível. Já os cartões associados a corretoras são mais interessantes para quem pretende combinar consumo com investimento, uma vez que o cashback é frequentemente reinvestido de forma automática.
Para utilizadores que fazem compras regulares em supermercados específicos, como no caso do cartão Universo, o benefício pode ser consistente, embora menos flexível. Por outro lado, cartões como o Cetelem Black Plus continuam a ser dos mais completos para famílias, desde que os limites anuais não sejam ultrapassados.
Cashback fora dos cartões: alternativas online
Para quem não quer recorrer a cartões de crédito, existem alternativas interessantes que permitem obter cashback sem assumir riscos financeiros. Plataformas como a Wools ou a ShopBuddies funcionam através de parcerias com lojas online, devolvendo uma percentagem das compras efetuadas.
Estas soluções operam normalmente via aplicação ou extensão de browser e acumulam o cashback numa conta virtual, que depois pode ser transferida para o utilizador. Apesar das percentagens variarem bastante, podem ser um bom complemento aos cartões com cashback, sobretudo em compras online.
Existem ainda cartões digitais e campanhas de “saveback” promovidas por fintechs, que oferecem reembolsos temporários em determinadas marcas ou categorias, funcionando mais como ações promocionais do que como benefícios permanentes.
FAQ sobre cartões com cashback
Não. Existem diferenças significativas na forma como o cashback é calculado, creditado e limitado. Alguns devolvem dinheiro diretamente, outros acumulam pontos ou saldo, e muitos impõem tetos máximos mensais ou anuais.
O cashback não deve ser encarado como uma forma de poupança estruturada ou investimento. Trata-se de um benefício complementar que reduz despesas, mas não substitui uma estratégia financeira sólida.
Se optar por pagar apenas uma parte da fatura, os juros aplicados podem ultrapassar largamente o valor do cashback recebido, anulando qualquer vantagem do cartão.
Regra geral, o cashback não é tributado, uma vez que é considerado um desconto ou benefício comercial. No entanto, em casos mais complexos ou associados a investimentos, pode ser aconselhável confirmar a situação fiscal.
RANKIA PORTUGAL: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações aqui contidas não constituem aconselhamento financeiro, nem recomendação de compra ou venda de quaisquer instrumentos financeiros. A rentabilidade passada não garante retornos futuros. Antes de tomar decisões de investimento, recomenda-se a consulta de um profissional devidamente habilitado.
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