ETFs e Fundos de Investimento: qual é a diferença?

Quais são as diferenças entre os ETFs e Fundos de Investimento? Investir no mercado financeiro  pode ser muito apelativo pelas inúmeras possibilidades que oferece de rentabilidade dos fundos, mas também pode ser particularmente assustador pela dimensão das ferramentas financeiras que existem, estratégias e a imensidão do jargão técnico. Por isso, a primeira coisa a fazer para quem começa a dar os primeiros passos neste sector passa por se ambientar com toda esta informação, até porque, depois de se familiarizar com o básico, tudo o resto se torna bastante mais simples e até intuitivo.

Uma das primeiras coisas a explorar para quem deseja começar a investir no mercado financeira são os ativos em que o pode fazer. Existem vários disponíveis, como ações de empresas ou matérias-primas, mas os mais comuns serão, provavelmente, os fundos de investimento. Entretanto, nos últimos anos, os Exchange Traded Funds (conhecidos comummente pelas iniciais ETF) têm-se tornado numa tendência muito forte junto dos investidores de todo o mundo, atraindo cada vez mais empresários.

É muito comum que os fundos de investimento convencionais e os ETF acabem por ser colocados no mesmo saco, pelas semelhanças entre si, mas esse é um erro crasso. Para o ajudar nessa distinção, preparámos nas linhas seguintes tudo aquilo que precisa saber sobre as diferenças e as semelhantes entre uns e outros, para poder optar e decidir com conhecimento de causa.

O que é um ETF e um Fundo de Investimento?

Comecemos então pela definição simples de um fundo de investimento convencional e um ETF. Os primeiros são assim um produto financeiro que, como é óbvio, tem como objectivo rentabilizar o dinheiro investido. O fundo pode ser constituído por diversos tipos de ativos e são geridos por entidades financeiras, certificadas pela Comissão de Mercado de Valores Imobiliários (CMVM).

O fundo é dividido por quotas, as chamadas Unidades de Participação, que podem ser adquiridas por investidores independentes. É como o condomínio de um prédio: cada proprietário detém o seu andar, mas o todo é gerido pelo gestor de condomínio.

Por sua vez, o ETF é ligeiramente diferente. Estes também são fundos de investimento, mas que procuram replicar um índice, seja este índice da bolsa de valores como o PSI20 ou o NASDAQ, sejam commodities (matérias-primas como o ouro ou o petróleo) ou moedas (como o dólar ou o euro). São, por isso, negociados na bolsa de valores, tendo como objetivo igualar ou ultrapassaram os valores desse indicador. É por isso que os ETF também são comummente conhecidos como Fundos de Índice entre os investidores.

Semelhanças e diferenças entre fundos de investimento e ETFs

Já aqui vimos o que são fundos de investimento tradicionais e ETF e como podem ser muito parecidos entre si. No entanto, é nas diferenças que ambos se distinguem. Especialmente pela sua natureza e estratégia de investimento. Ou seja, enquanto os primeiros têm uma estratégia ativa, os segundos regem-se por uma estratégia passiva.

Quer isto dizer que a estratégia de um gestor de um fundo de investimento pode passar por vários caminhos. Afinal de contas, um fundo deste género tem vários rumos por onde seguirem, tendo em conta que a sua carteira de ativos é variada e o gestor pode optar por comprar ou vender ativos, à medida que isso se justifique. Por sua vez, os ETF limitam-se a adquirir ativos para o seu portfólio que replicam um índice, sendo uma estratégia de investimento a médio e longo prazo. Tem, por isso, uma liquidez mais baixa, mas como os riscos são mitigados as chances de sucesso são ligeiramente superiores.

Como funcionam os impostos?

Em Portugal, qualquer rendimento obtido através de fundos de investimento tradicionais ou ETF devem ser declarados no IRS. No entanto, estes dependem do tipo de fundo em causa. Por exemplo, se for um fundo de investimento sediado em Portugal, o imposto é retido na fonte no momento do resgate, com os ganhos a serem taxados a 28 por cento. Por sua vez, as operações de resgate e respetivas mais-valias não necessitam de ser declaradas.

Isto muda quando se trata de um fundo de investimento sediado no estrangeiro. Ao contrário dos nacionais, os resgates não são tributados no momento, mas têm que ser declarados no IRS do ano respetivo. Também as mais-valias e respetivas operações efetuadas ao longo desse ano são taxadas a 28 por cento, se bem que pode optar antes pelo englobamento. Isto acontece também com os ETF, sendo considerados semelhantes dos fundos de investimento sediados lá fora.

 

Manual de Fundos de Investimento

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