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Como reduzir o risco da carteira de títulos

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reduzir risco carteira

Uma carteira de valores mobiliários ou carteira é uma combinação de valores mobiliários detidos por uma pessoa, uma empresa ou um fundo de investimento. Para estabelecer um portfólio, é necessário determinar os títulos que o compõem e o peso ou ponderação de cada um deles dentro dele. Dentro da carteira de títulos, os investidores podem abrir posições curtas em um ativo, se considerarem que cairão, ou abrir posições longas em um ativo, se considerarem que ele aumentará. Ao ter e combinar posições curtas e longas em um portfólio de títulos, estamos correlacionando o que os mercados fazem.

Conceitos básicos de análise

Antes de entrar para analisar a rentabilidade e o risco de uma carteira de títulos, devemos levar em conta alguns conceitos básicos relacionados aos ativos que a compõem:

A rentabilidade de um ativo é o aumento do valor em relação ao investimento inicial. Como não sabemos o valor dos fluxos monetários gerados por um ativo, a rentabilidade é uma variável aleatória, que é distribuída de acordo com uma função de distribuição normal. Portanto, devemos analisar a média e a volatilidade dessa distribuição.

A esperança média ou matemática é obtida adicionando todos os resultados possíveis ponderados por suas probabilidades de ocorrência.

A variância e o desvio padrão (volatilidade) indicam a variabilidade ou dispersão da rentabilidade. Quanto maiores forem, quanto mais longe estiverem os valores possíveis da sua média, mais incerto e mais arriscado será o ativo.

A covariância nos diz até que ponto os retornos de dois ativos estão inter-relacionados. É o valor esperado dos desvios dessas variáveis em relação às suas médias. Pode ser 0, menor que 0 ou maior que 0.

O coeficiente de correlação entre dois ativos é o quociente entre a covariância e o produto de seus desvios típicos. A correlação pode ser perfeita positiva (= 1), perfeita negativa (= -1) ou pode ser que não haja correlação (= 0). Ou seja, varia de -1 a +1.

Como se mede o Risco?

Voltando à carteira de títulos, o retorno esperado da carteira é a média ponderada dos retornos esperados dos ativos que a compõem.

O risco da carteira pode ser medido através da variação do mesmo. Para isso, temos que levar em conta as covariâncias, isto é, a relação entre os ativos.

Dada uma determinada variação para cada ativo e com pesos positivos:

  • Uma covariância positiva entre os ativos adiciona risco à carteira.
  • Uma covariância negativa reduz o risco de todo o portfólio.

 

Portanto, quanto menores as covariâncias, menor o risco da carteira. Ou seja, quanto menos dependência existir entre os retornos de um e de outros ativos, menor será o risco que enfrentaremos. Isto implica que o risco de uma carteira de ativos pode ser menor do que o risco de cada um dos ativos individuais que a compõem, devido ao facto de que uma tarefa de diversificação foi realizada. Ao escolher adequadamente os títulos que compõem o portfólio, podemos reduzir o risco.

Carteira de ativos: exemplo

Podemos exemplificar essa situação analisando os diferentes tipos de portfólios de valores que podemos formar de acordo com o tipo de correlação. Por simplicidade, consideraremos apenas uma carteira de dois ativos.

Caso 1

Se a correlação entre ambos é linear perfeita e positiva (= 1), isso significa que os retornos dos ativos se movem na mesma direção. O desvio padrão da carteira é igual à média ponderada dos desvios-padrão dos ativos que a formam. Neste caso, a diversificação não tem efeito.

Caso 2

Se a correlação for linear perfeita e negativa (= -1), os retornos dos ativos se moverão na direção oposta. Nem todas as combinações são igualmente boas e há uma combinação de ativos sem risco. Agora a diversificação tem vantagens.

Caso 3

Se a correlação não for perfeita linear (entre -1 e 1), a variância será menor que no caso 1. Quanto menor o coeficiente de correlação (mais próximo de -1), menor o risco que enfrentaremos. Portanto, a diversificação também terá vantagens.

Em cada caso existe um portfólio que minimiza o risco, é o chamado portfólio global de variância mínima (MVP– em inglês- minimum variance portfolio). O que nos diz é que, combinando ativos financeiros adequadamente, é possível reduzir o risco.

É possível reduzir todo o risco de uma carteira de títulos?

Quando nós trabalhamos para avaliar o risco de um ativo, devemos ter em mente que consiste em dois componentes: risco específico (ou idiossincrático) e risco de mercado (sistemática).

Risco idiossincrático

Existem fatores económicos que são específicos de um ativo específico e não afetam o restante. Esse tipo de variabilidade, o risco, é exclusivo para cada ativo e é representado nas variações individuais. Este é o risco específico (idiossincrático), não sistemático e diversificável.

Risco sistemático

Por outro lado, existem fatores económicos que afetam todos os ativos, todo o mercado. Este tipo de variabilidade não pode ser evitado. Os seus componentes são as covariâncias entre os ativos. É o chamado risco de mercado, sistemático, não diversificável.

É possível reduzir o risco da carteira de títulos simplesmente aumentando o número de títulos. Se considerarmos uma carteira de títulos infinitos, queremos ver como o risco da carteira é a covariância média dos ativos que formam, isto é, as variâncias dos ativos individuais desaparecem. Portanto, considerando essa hipótese teórica, o risco específico ou não sistemático seria eliminado.

Para reduzir (e não eliminar) e tornar nosso portfólio menos vulnerável a riscos sistemáticos ou de mercado, devemos distribuir nossos investimentos entre vários mercados diferentes, por exemplo, por área geográfica (Ásia, Europa, EUA …)

Em conclusão, podemos afirmar que, à medida que diminui a correlação entre os ativos, o risco que você pode assumir combinando esses ativos financeiros diminui.

Se quiser aprender mais sobre Fundos de Investimento, pode fazer download do nosso manual de gratuitamentemanual fundos

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