Melhores carteiras de criptomoedas em Portugal

Comprar criptomoedas hoje em dia é relativamente simples; no entanto, armazená-las de forma segura já não é tão fácil. De facto, se o principal risco no mundo das criptomoedas é escolher corretamente em quais investir, é provável que o segundo risco mais relevante seja como preservar e não perder as suas criptomoedas.

Para isso, a principal solução são as wallets ou carteiras de criptomoedas, que vão muito além de uma simples “carteira”: permitem-lhe controlar as suas chaves de segurança (apenas a si e a mais ninguém), aceder aos seus fundos a qualquer momento, assinar operações ou transferências de criptomoedas e, naturalmente, recebê-las — tudo isto de forma segura.

Neste artigo, vamos analisar as principais wallets de criptomoedas, as suas características, vantagens e desvantagens, com o objetivo de ajudar cada utilizador a tomar uma decisão informada e adequada ao seu caso específico.

O que é uma carteira de criptomoedas?

Uma carteira de criptomoedas, ou wallet, é uma solução, digital ou física, que permite proteger criptoativos, aceder-lhes e geri-los. Uma wallet não “guarda” as moedas como uma carteira tradicional; em vez disso, protege as chaves privadas que dão acesso aos ativos registados na blockchain como pertencentes a essa carteira.

Por outras palavras, as criptomoedas não estão dentro da aplicação nem do dispositivo da wallet — estão na blockchain. A wallet é a ferramenta que comprova que o utilizador é quem tem autorização para movimentá-las. Esta distinção é fundamental para compreender por que razão perder uma frase de recuperação ou expor uma chave privada pode equivaler à perda total do controlo dos fundos.

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Como funcionam as carteiras de criptomoedas?

Ao criar uma wallet, são geradas as respetivas chaves criptográficas. A chave pública (ou o endereço derivado da mesma) é aquela que o utilizador pode utilizar e partilhar para receber fundos; já a chave privada é a que autoriza e assina as transações — e nunca deve ser partilhada, uma vez que qualquer pessoa que tenha acesso a essa chave pode movimentar os ativos associados a esse endereço.

Numa wallet de software, essas chaves são geridas através de uma aplicação instalada no telemóvel, computador ou navegador. Já numa wallet de hardware, a assinatura das transações é realizada dentro do próprio dispositivo, e a chave privada não sai do equipamento, o que reduz significativamente a exposição a ameaças online.

O terceiro elemento fundamental é a frase de recuperação, ou seed phrase. Trata-se da cópia de segurança principal da wallet: caso perca o dispositivo, este se danifique, ou mude de telemóvel, computador ou tablet, essa frase permite restaurar o acesso a partir de qualquer outro dispositivo.

No entanto, existe também o reverso da medalha: qualquer pessoa que tenha acesso a essa frase pode restaurar a wallet e aceder aos fundos. Por isso, a frase de recuperação — ou frase semente — deve ser cuidadosamente protegida e nunca partilhada com terceiros.

Exemplo de seed phrase. Fonte: ready.io

Exemplo de seed phrase. Fonte: ready.io

Tipos de carteiras de criptomoedas

A classificação mais útil começa por distinguir entre hot wallets e cold wallets. As hot wallets são aquelas que estão em dispositivos ligados à internet (telemóvel, computador ou navegador) e destacam-se pela sua acessibilidade e facilidade de utilização. Já as cold wallets mantêm as chaves fora da internet, normalmente num dispositivo de hardware (embora também existam as paper wallets, que guardam as chaves num suporte físico, como papel), sendo por isso consideradas mais adequadas para montantes elevados ou armazenamento de longo prazo.

Dentro das hot wallets, é habitual encontrar três formatos: desktop, móvel e web ou de navegador. Todas partilham a vantagem de serem rápidas de utilizar, mas não são igualmente adequadas para todas as situações. Uma wallet de desktop tende a oferecer maior controlo, uma wallet móvel destaca-se pela utilização no dia a dia, e uma wallet de navegador costuma ser a porta de entrada natural para DeFi, NFTs e interação com dApps (aplicações descentralizadas) em geral.

Além disso, nem todas as wallets suportam os mesmos ativos: algumas são exclusivamente para Bitcoin (Bitcoin-only), como Electrum, Sparrow ou BlueWallet na sua proposta principal, enquanto outras são multichain e foram concebidas para suportar várias criptomoedas de diferentes blockchains ou ecossistemas num único local, como Trust Wallet, Exodus ou Phantom.

Paper wallets. Fonte: walletgenerator.com

Paper wallets. Fonte: walletgenerator.com

Carteiras custodiais vs. não custodiais

Esta é, provavelmente, a distinção mais relevante: numa wallet custodial, um terceiro (normalmente uma exchange de criptomoedas ou outro tipo de entidade custodiante) guarda e controla as chaves privadas em nome do utilizador; já numa wallet não custodial, ou de self-custody, é o próprio utilizador quem controla as chaves e, consequentemente, quem tem a decisão final sobre os seus fundos.

As wallets custodiais são, naturalmente, mais simples para começar: o acesso é mais fácil, a experiência de utilização tende a ser mais intuitiva e o utilizador tem menos probabilidade de cometer erros operacionais numa fase inicial. No entanto, essa simplicidade tem um custo claro: existe dependência de um terceiro e assume-se o chamado “risco de contraparte”, associado a eventuais alterações no serviço, restrições ou incidentes que estão fora do controlo do utilizador.

Por outro lado, as wallets não custodiais exigem maior responsabilidade, mas oferecem em troca o controlo efetivo e total dos criptoativos. Ainda assim, não existe “apoio ao cliente” que possa recuperar uma frase de recuperação perdida ou reverter uma transação enviada incorretamente; essa exigência é a outra face da soberania financeira proporcionada pela autocustódia (segurança e responsabilidade caminham lado a lado).

Quais são as melhores carteiras de criptomoedas?

Como em quase tudo, não existe uma única “melhor wallet” para toda a gente. A melhor carteira para um utilizador que apenas pretende guardar Bitcoin a longo prazo não é a mesma que para alguém que opera diariamente em DeFi, nem a mesma que para quem procura uma solução simples e multiactivo no telemóvel.

Ainda assim, existem opções que se destacam em cada categoria:

  • Para Bitcoin em desktop, Electrum e Sparrow são duas referências claras
  • Para uma experiência multiactivo simples, Exodus é uma opção bastante relevante
  • Em mobile, Trust Wallet e BlueWallet cobrem perfis distintos (multichain vs. Bitcoin/Lightning)
  • No navegador, MetaMask e Phantom continuam a ser nomes de referência
  • Para custódia de longo prazo, destacam-se as hardware wallets como Ledger, Trezor e SafePal

A abordagem prática mais comum não passa por escolher uma única wallet “perfeita”, mas sim por utilizar uma combinação equilibrada: uma hot wallet para operações do dia a dia e uma cold wallet para montantes mais elevados e/ou poupança a longo prazo.

CarteiraTipoPlataformasCriptomoedas suportadas
LedgerHardwareDispositivo físico;
gestão via Ledger Live
(Windows, macOS,
Linux, iOS e Android)
Bitcoin, Ethereum,
USDT, Solana, XRP,
Cardano e milhares de
outras coins/tokens
TrezorHardwareDispositivo físico;
gestão via Trezor Suite
(desktop, web e
mobile)
Bitcoin, Ethereum,
Solana, Cardano,
Litecoin, XRP, Dogecoin
e outras
MetaMaskSoftwareExtensão de navegador,
app iOS e Android
Ethereum, tokens ERC-
20, Solana, tokens SPL,
Bitcoin e outras redes
Trust WalletSoftwareExtensão de navegador,
app iOS e Android
Bitcoin, Ethereum,
Solana, Cosmos,
Optimism e outros
ativos multichain
PhantomSoftwareExtensão de navegador,
app iOS e Android
Solana, Ethereum,
Bitcoin, Base, Polygon,
Sui e Monad
ExodusSoftwareExtensão de navegador,
app iOS e Android
Bitcoin, Ethereum,
Solana e outras redes
(multiactivo)
ElectrumSoftwareDesktop (Windows,
macOS, Linux) e
Android
Bitcoin
Kraken Pro
Comissões competitivas e ferramentas avançadas
Compras recorrentes
Automatização de compras de criptomoedas
Cartão Kraken
Pagamentos com cashback em euros ou cripto

As melhores carteiras de criptomoedas para desktop

A Electrum continua a ser uma das opções mais sólidas para quem procura uma wallet de desktop focada em Bitcoin. A sua proposta é clara: rapidez, verificação de transações através de SPV (Simplified Payment Verification), multifirma e compatibilidade com plugins e hardware wallets. Não é a mais visual, mas é uma das mais maduras e respeitadas se a prioridade for Bitcoin e controlo técnico.

A Exodus, por sua vez, é uma das opções mais práticas para quem pretende gerir um portefólio diversificado a partir do computador sem abdicar da autocustódia. Está disponível em desktop, mobile e como extensão de navegador, suporta uma grande variedade de ativos e permite integração com a Trezor na versão desktop. O seu ponto forte é a experiência de utilização; é uma boa porta de entrada para quem quer trabalhar com várias blockchains e ativos numa interface intuitiva.

Exodus Wallet.

Exodus Wallet. Fonte: exodus.com/desktop

As melhores carteiras de criptomoedas para dispositivos móveis

A MetaMask merece destaque como uma das principais wallets para mobile: embora seja mais conhecida pela sua extensão de navegador, a sua aplicação para smartphone é também uma das portas de entrada mais utilizadas para o universo das dApps. A própria documentação define-a como uma extensão web e app móvel para gerir chaves e autocustodiar Bitcoin, Ethereum, Solana e muitas outras criptomoedas e tokens. Na prática, continua a ser especialmente comum entre utilizadores de Web3 e DeFi.

A Trust Wallet é outra das opções mais conhecidas para dispositivos móveis, combinando autocustódia, suporte multichain e uma experiência bastante acessível para o utilizador médio. A plataforma apresenta-se como uma solução de self-custody para milhões de ativos em mais de 100 blockchains, com aplicação móvel e extensão para desktop. Para quem procura uma única wallet no telemóvel para utilizar, enviar, receber e explorar Web3, é uma opção bastante equilibrada.

Interface móvel da MetaMask.

Interface móvel da MetaMask. Fonte: mashable.com

As melhores carteiras de criptomoedas para web

Antes de aprofundar este ponto, importa clarificar que nos referimos a wallets de navegador (extensões), e não a carteiras custodiais integradas em exchanges. Esta distinção é relevante, pois não é o mesmo utilizar uma wallet mantendo o controlo das chaves do que delegar a custódia a uma plataforma.

A MetaMask é, provavelmente, a principal referência nesta categoria. A sua instalação é feita como extensão de navegador e foi concebida para facilitar a interação com dApps. A sua grande vantagem é o ecossistema: para quem utiliza Web3 com frequência, a MetaMask é praticamente inevitável.

A Phantom, por seu lado, deixou de ser uma wallet exclusiva de Solana e apresenta-se atualmente como uma solução multichain, disponível como extensão e aplicação móvel, com suporte para Solana, Ethereum, Bitcoin, Base, Polygon, Sui e Monad. Para utilizadores que operam entre diferentes redes, NFTs e múltiplos ecossistemas numa interface simples, é também uma opção bastante competitiva.

Interface da extensão web da Phantom.

Interface da extensão web da Phantom. Fonte: crypto-economy.com

As melhores carteiras de criptomoedas de hardware

Se a prioridade for a segurança a longo prazo, as hardware wallets são a opção mais robusta. O princípio é simples: as chaves privadas são geradas e mantidas fora da internet, e as operações são confirmadas diretamente no dispositivo. Por isso, são as carteiras com menor exposição a riscos como ataques informáticos ou acessos não autorizados.

A Ledger continua a ser uma referência para quem procura ampla compatibilidade e facilidade de utilização, incluindo em dispositivos móveis. Destaca-se pelo uso de Secure Element, conectividade Bluetooth com iOS e Android, suporte para milhares de ativos e confirmação local de transações. É uma solução prática para quem pretende combinar segurança com utilização frequente.

A Trezor é também uma opção clássica e equilibrada para muitos utilizadores. Destaca-se pelo seu design open-source e pelas medidas de segurança: confirmação no dispositivo, proteção com PIN e passphrase, e utilização de um Secure Element certificado EAL6+.

Carteiras Ledger.

Carteiras Ledger. Fonte: ledger.com

Como escolher uma carteira de criptomoedas

A primeira pergunta não deve ser “qual é a melhor?”, mas sim “para que a vou utilizar?”. Não precisa da mesma wallet quem compra e mantém Bitcoin durante anos, quem interage com Apps todas as semanas ou quem procura uma aplicação simples para gerir várias redes a partir do telemóvel; a escolha certa depende do equilíbrio entre segurança, facilidade de utilização, ativos suportados e frequência de uso.

Existem vários critérios que convém analisar antes de tomar uma decisão. O primeiro é a compatibilidade com os ativos e redes que realmente utiliza (adquirir uma wallet sem verificar este ponto é um erro bastante comum). O segundo critério é quem controla as chaves (se pretendemos soberania total, precisamos de uma wallet não custodial; no entanto, se privilegiamos facilidade de utilização ou negociação frequente, uma solução custodial pode fazer sentido para parte dos fundos). O terceiro é o modelo de segurança e recuperação (se a wallet utiliza frase de recuperação, se permite integração com hardware wallets, se possibilita a confirmação de endereços num dispositivo físico e se segue boas práticas de instalação e verificação).

A regra prática mais aceite é a seguinte: para montantes reduzidos ou utilização diária, uma boa hot wallet pode ser suficiente; para poupanças mais relevantes, uma hardware wallet tende a ser a opção mais prudente. E, na maioria dos casos, a melhor abordagem não passa por utilizar apenas uma wallet, mas sim uma combinação bem pensada.

Como transferir criptomoedas de uma exchange para uma carteira (exemplo com Kraken)

De seguida, apresentamos um exemplo de como enviar criptomoedas de uma exchange para uma wallet, utilizando a plataforma Kraken:

  1. Aceder à opção de levantamento

Na página principal da Kraken, clique em “Retirar” (botão branco na parte superior esquerda do ecrã).

Aceder à opção de levantamento kraken
  1. Selecionar a criptomoeda

Irá aceder a uma nova janela, onde deverá escolher a criptomoeda que pretende retirar.

Selecionar a criptomoeda kraken
  1. Escolher a rede

Depois de selecionar a criptomoeda, será necessário escolher a rede.

Escolher a rede kraken

Este passo é fundamental e deve ser verificado previamente na carteira de destino, para garantir que é compatível antes de realizar o envio.

  1. Introduzir o endereço da carteira

De seguida, insira o endereço da carteira para a qual pretende enviar as criptomoedas.

Introduzir o endereço da carteira
  1. Indicar o montante

Introduza a quantidade de criptomoedas que deseja transferir.

Indicar o montante
  1. Confirmar e enviar

Por fim, confirme os dados e conclua a operação de envio.

Kraken Pro
Comissões competitivas e ferramentas avançadas
Compras recorrentes
Automatização de compras de criptomoedas
Cartão Kraken
Pagamentos com cashback em euros ou cripto
Disclaimer:

Finst: Investir em criptoativos envolve risco de perdas.

Kraken: Aplicam-se termos e condições. Esta informação não constitui aconselhamento de investimento. A negociação de criptoativos envolve risco de perda. A Payward Europe Solutions Limited t/a Kraken está autorizada pelo Banco Central da Irlanda.

Para mais informações e condições aplicáveis, consulte: https://www.kraken.com/legal/disclosures

RANKIA PORTUGAL: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações aqui contidas não constituem aconselhamento financeiro, nem recomendação de compra ou venda de quaisquer instrumentos financeiros. A rentabilidade passada não garante retornos futuros. Antes de tomar decisões de investimento, recomenda-se a consulta de um profissional devidamente habilitado.

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