IBEX 35: o que é, como funciona e quais empresas o compõem

Sabia que o IBEX 35 superou o S&P 500 em termos de rentabilidade nos últimos cinco anos (2020–2025)? De facto, quer se inclua ou não o impacto dos dividendos no cálculo, a verdade é que a bolsa espanhola registou um desempenho superior ao das bolsas norte-americanas neste período.

Embora tal afirmação possa parecer surpreendente, os dados confirmam que é possível. Neste artigo, explicamos o que é o IBEX 35, porque poderá atingir novos máximos históricos ainda em 2025 e, sobretudo, como é possível investir neste índice.

Este artigo é de caráter puramente informativo e não constitui nem deve ser interpretado como aconselhamento ou recomendação de investimento. Sempre consulte um profissional financeiro antes de tomar decisões de investimento

O que é o IBEX 35?

O IBEX 35 é o principal índice bolsista de referência da Bolsa de Madrid e representa a evolução de 35 das maiores empresas cotadas espanholas. Estas empresas pertencem a vários setores da economia, como o financeiro, energético, tecnológico e de serviços, e foram selecionadas com base em critérios de liquidez e capitalização bolsista.

Criado em 1992, o índice é calculado pela Bolsas y Mercados Españoles (BME) e revisto duas vezes por ano — em junho e dezembro. O objetivo destas revisões é garantir que o índice reflete de forma fiel a composição do mercado, ajustando a sua carteira em função do volume de transações e da capitalização ajustada pelo free float de cada empresa.

Por ser composto pelas empresas mais representativas do mercado espanhol, o IBEX 35 é frequentemente utilizado como barómetro da economia de Espanha.

Porque poderá o IBEX 35 voltar a máximos históricos em 2025?

A ideia de ver o IBEX 35 regressar aos níveis históricos de 2007 — os famosos 16.000 pontos — pode parecer ousada, mas está longe de ser uma possibilidade remota. De facto, o índice encontra-se atualmente a menos de 1.000 pontos desse marco, mas, ao contrário do que aconteceu na altura, o contexto económico atual não sugere a existência de uma bolha.

IBEX 35: a caminho dos máximos históricos?

Segundo dados recentes, o desempenho do IBEX 35 nos últimos anos tem sido notável, tanto considerando a evolução do preço das ações como o retorno total com dividendos.

O quadro abaixo apresenta uma comparação entre o IBEX 35 e o S&P 500 nos últimos 5 anos:

Índice (tipo)Rentabilidade últimos 5 anosRentabilidade últimos 3 anos
IBEX 35 com dividendos+135,5%
S&P 500 com dividendos+107%
IBEX 35 sem dividendos (preço)+95,8%+83%
S&P 500 sem dividendos (preço)+91,7%+53%

Importa referir que grande parte desta recuperação ocorreu nos últimos dois anos e meio, período durante o qual o índice acumulou uma valorização superior a 100%.

No entanto, este crescimento não se deve a um aumento da atratividade do país para o investimento estrangeiro. Pelo contrário, os dados apontam para uma redução significativa desse tipo de investimento. Entre 2018 e 2023, os fluxos de capital estrangeiro em Espanha diminuíram de 52 mil milhões de euros para cerca de 28 mil milhões.

Apesar deste contexto — marcado por regulamentação apertada, entraves burocráticos e aumento da carga fiscal — o IBEX 35 continuou a evoluir positivamente e está hoje mais próximo que nunca de atingir novamente os seus máximos históricos.

Um índice altamente bancarizado

Como já referimos noutras ocasiões, o IBEX 35 é, de longe, o índice europeu com maior exposição ao setor bancário. Cerca de um terço da sua capitalização (33%) corresponde a grandes instituições financeiras espanholas, como o Santander (SAN.MC), o BBVA (BBVA.MC), o CaixaBank (CABK.MC) ou o Bankinter (BKT.MC).

Entre 2022 e 2024, assistiu-se a um dos acontecimentos macroeconómicos mais marcantes da década: a subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu, que passaram de –0,50% para +4%, antes de se iniciar o ciclo de descidas no final de 2024.

Neste contexto, a banca espanhola distinguiu-se da restante banca europeia por uma estratégia muito particular: a maior parte das instituições não refletiu essa subida de juros nos produtos de poupança, ou seja, praticamente não remunerou os depósitos dos clientes. Este fator traduziu-se em lucros extraordinários para o setor, com diversos bancos a atingirem novos máximos de rentabilidade.

A banca espanhola praticamente não remunerou os depósitos dos clientes | Fonte: Bloomberg

A banca espanhola praticamente não remunerou os depósitos dos clientes

Fonte: Bloomberg

Este cenário impulsionou fortemente a valorização das ações bancárias em bolsa. Sendo o setor com maior peso no índice — aproximadamente 30% —, a sua performance positiva teve um impacto direto e significativo na evolução do IBEX 35. Quando empresas com esse peso apresentam revalorizações na ordem dos 40% a 50% (como foi o caso do Santander, BBVA e CaixaBank entre 2022 e 2025), o efeito sobre o índice é inevitavelmente amplificado.

O regresso da preferência pelo investimento “value”

Dando seguimento ao primeiro ponto, há um segundo fator relevante a considerar. Com as taxas de juro e as obrigações soberanas europeias a 10 anos a rondar os 4%, os investidores institucionais passaram a encontrar alternativas com níveis de rentabilidade considerados mais previsíveis e com menor exposição ao risco de mercado.

Neste contexto, os fluxos de investimento tenderam a concentrar-se em empresas que geram resultados e fluxos de caixa no presente, e não em modelos de negócio que projetam lucros para daqui a cinco ou dez anos. Em outras palavras, quanto mais atrativa se torna a remuneração de instrumentos de dívida pública ou privada no curto prazo, menor é o interesse em empresas cuja valorização depende de hipóteses futuras. Isto aumentou o destaque das chamadas empresas de perfil “value”, que se caracterizam por resultados mais estáveis e visíveis.

É neste cenário que o IBEX 35 apresenta uma particularidade estrutural: mais de 50% da sua composição está concentrada nos setores da banca, energia e infraestruturas — segmentos que, tradicionalmente, apresentam políticas consistentes de distribuição de dividendos. Para os investidores, este perfil pode ser visto como uma forma de manter exposição ao mercado acionista com rendimentos correntes mais previsíveis, num ambiente onde os retornos imediatos tendem a ser mais valorizados.

Distribuição do IBEX 35 por setores

Para melhor compreender esta dinâmica, basta compará-la com a de outros índices, como o Russell 2000, nos Estados Unidos. Este índice é composto, em grande parte, por empresas tecnológicas e biotecnológicas de pequena capitalização, cujo valor depende fortemente de fluxos de caixa futuros e de investimentos em fases iniciais. Essas empresas, por norma, apresentam maiores níveis de endividamento e estão mais expostas ao aumento do custo do capital — isto é, à subida das taxas de juro.

Num cenário em que os instrumentos de dívida e empresas de grande dimensão oferecem retornos mais previsíveis, os modelos de negócio baseados em inovação de longo prazo enfrentam desafios acrescidos. Em resumo, taxas de juro elevadas tendem a favorecer empresas com resultados presentes — como muitas das que integram o IBEX 35 — e penalizam mais fortemente os projetos que ainda se encontram em fase de desenvolvimento.

Valorização por exclusão

Durante vários anos, a bolsa espanhola foi deixada de lado pelos grandes investidores institucionais. Razões não faltavam: burocracia, propostas de impostos sobre lucros extraordinários, exigências regulatórias e a conhecida prática das “portas giratórias”. Este contexto levou muitos capitais estrangeiros a preferirem outros mercados, como Wall Street ou os principais índices da Europa Central.

O desinteresse foi tal que, em 2023, o IBEX 35 era negociado a apenas 10,9 vezes os seus lucros — o múltiplo mais baixo entre os grandes índices europeus.

Nesse enquadramento, os fatores já referidos — como a valorização de empresas com fluxos de caixa presentes, ou os lucros robustos no setor bancário —, aliados à avaliação relativamente baixa do índice, levaram a um novo olhar sobre o mercado espanhol. Para alguns agentes de mercado, esta combinação foi interpretada como uma oportunidade ainda não refletida nos preços.

Como investir no IBEX 35?

Tal como acontece com os principais índices bolsistas internacionais, existem diversas formas de obter exposição ao IBEX 35 — o índice de referência do mercado espanhol. Entre as mais comuns encontram-se os ETFs, os fundos indexados (ou de gestão passiva) e a aquisição direta de ações (stock picking).

ETFs que replicam o IBEX 35

A forma mais simples de acompanhar o desempenho do índice passa pela utilização de um ETF (fundo negociado em bolsa) que esteja indexado ao IBEX 35. Este tipo de instrumento replica diretamente a composição do índice, investindo nas 35 empresas que o compõem.

Um dos produtos que tem esse objetivo é o Amundi IBEX 35 UCITS ETF – Acc (FR0010655746). Trata-se de um ETF com réplica física completa, o que significa que adquire diretamente todas as ações incluídas no índice. Além disso, é um fundo de acumulação, ou seja, os dividendos recebidos são automaticamente reinvestidos no próprio fundo.

Características principais

  • Nome e código ISIN: Amundi IBEX 35 UCITS ETF – Acc (FR0010655746)
  • Rentabilidade (últimos 3 anos): +105% (dados históricos)
  • Distribuição de dividendos: Não – reinveste automaticamente (acumulação)
  • TER (Total Expense Ratio): 0,30%
  • Volatilidade (1 ano): 16,5% (a do índice IBEX 35)

Em termos de composição, os dez maiores títulos — como Iberdrola, Banco Santander, BBVA, Inditex e CaixaBank — representam cerca de 77% da carteira do fundo, o que reflete a elevada concentração nas maiores empresas do índice, característica habitual no IBEX 35.

Do ponto de vista setorial, os serviços financeiros representam a maior fatia (cerca de 36%), seguidos pelos setores de utilities (21%) e consumo discricionário (11%).

 Amundi IBEX35 UCITS ETF Acc

Fonte: justetf

Relativamente ao desempenho, este ETF tem registado uma evolução próxima da do IBEX 35 com dividendos, beneficiando da reinversão automática dos proventos. No primeiro ano, a valorização acumulada aproximou-se dos +45%, segundo os dados divulgados pelo próprio fundo.

Outros ETFs relacionados com o IBEX 35

Para além do ETF tradicional que replica diretamente o índice, também existem no mercado outros instrumentos colaterais sobre o IBEX 35. Estes produtos apresentam características adicionais, como distribuição periódica de dividendos, alavancagem diária ou exposição inversa.

Abaixo alguns exemplos:

ETFTickerISIN
Amundi IBEX 35 UCITS ETF Dist (distribuição anual)LYXIBFR0010251744
Amundi IBEX 35 Doble Apalancado Diário (2x) UCITS ETF AccIBEXAFR0011042753
Lyxor IBEX 35 Inverso Diário UCITS ETF EUR (–1x inverso)FR0010762492

Fundos indexados ao IBEX 35 (exemplo: BBVA)

Tal como acontece com os ETFs, também existem fundos que procuram replicar a evolução do IBEX 35. Um exemplo é o BBVA Bolsa Índice, FI (ISIN: ES0110182039), lançado em agosto de 1996 e gerido pela BBVA Asset Management. Este fundo tem como objetivo acompanhar o comportamento do IBEX 35 Total Return, isto é, incluindo a reinversão dos dividendos.

Características do fundo

  • Nome: BBVA Bolsa Índice, FI
  • ISIN / Classe: ES0110182039 / A
  • Alpha (3 anos): -1%*
  • Benchmark: Não definido
  • Rácio de Sharpe (3 anos): 0,35
  • TER (despesas correntes): 1,1%
  • Património do fundo: 143,2 milhões €
  • Rentabilidade a 3 anos (anualizada): +110%

* Apesar de ser um fundo indexado, apresenta um alpha negativo de 1%, resultante das comissões anuais (TER de 1,1%).

À semelhança do ETF, este fundo concentra a maior parte do investimento nas grandes empresas que compõem o IBEX 35. No entanto, uma das diferenças principais está no nível de comissões: enquanto no caso de alguns ETFs os encargos totais rondam 0,3%, neste fundo as despesas correntes anuais situam-se em 1,1%.

Embora não exista comissão de gestão explícita — o que seria expectável num produto indexado — podem ser aplicadas comissões de subscrição ou de reembolso, caso a operação seja realizada fora da plataforma BBVA Trader.

No essencial, a estratégia do fundo passa por acompanhar a evolução do IBEX 35 Total Return. Nos últimos três anos, o desempenho acumulado foi positivo, com ganhos na ordem dos +100%, segundo os dados divulgados pela própria entidade gestora.

De igual manera, te dejo con otros fondos indexados al IBEX35 que también podrían ser de tu interés

FundoTERISIN
CaixaBank Bolsa Índice España, FI1,10%ES0138392032
Santander Índice España, FI1,10 – 1,15%ES0119203034
Ibercaja Bolsa España, A FI1,80%ES0147186037

Stock picking ou investimento direto em ações do IBEX 35

Outra forma de obter exposição ao índice seria investir diretamente nas ações que o compõem, adquirindo cada título de acordo com o peso que representa dentro do IBEX 35.

Para ilustrar, seguem as 10 principais empresas do índice, por ordem de ponderação aproximada:

  • Iberdrola (IBE) – 15,00%
  • Banco Santander (SAN) – 14,58%
  • Inditex (ITX) – 11,72%
  • BBVA (BBVA) – 10,54%
  • CaixaBank (CABK) – 5,91%
  • Ferrovial (FER) – 4,50%
  • Amadeus (AMS) – 4,36%
  • Aena (AENA) – 3,87%
  • Telefónica (TEF) – 3,65%
  • Cellnex (CLNX) – 3,27%

Na prática, porém, configurar uma carteira replicando o índice apresenta várias limitações:

  • Custos de compra: seriam necessárias 35 operações iniciais, implicando o pagamento de comissões em cada transação.
  • Rebalanceamento periódico: o IBEX 35 é revisto duas vezes por ano (em junho e dezembro), podendo entrar ou sair empresas, além das alterações nas ponderações. Isso obrigaria a vender e recomprar ações para manter a carteira alinhada, gerando custos adicionais.
  • Esforço de gestão: manter uma carteira com 35 títulos exige tempo, acompanhamento constante e atualização das ponderações, tornando esta estratégia pouco prática para a maioria dos investidores particulares.
Comissão 0 € em ações e ETFs
0,2% para montantes acima de 100.000 €
Planos personalizados com ETFs
Pagamento de juros
Em euros ou dólares sobre fundos não investidos

Como funciona o IBEX 35?

Finalmente, e antes de partilhar a minha opinião sobre se é ou não um bom momento para investir no IBEX 35, tendo em conta o impulso registado nos últimos dois anos, vejamos brevemente como funciona este índice.

Que requisitos deve cumprir uma empresa para integrar o índice IBEX 35?

Desde a sua criação em 1992, o IBEX 35 é gerido pela BME (Bolsas e Mercados Espanhóis), uma entidade que conta com um Comité Consultivo Técnico (CAT), o qual se reúne várias vezes por ano para decidir quais as empresas que permanecem no índice e quais são substituídas. As decisões baseiam-se, essencialmente, nos seguintes critérios:

  • Liquidez: A ação deve ter sido negociada em, pelo menos, um terço das sessões durante o período de controlo (6 meses anteriores à reunião).
  • Capitalização bolsista: A capitalização média da empresa deve ser superior a 0,30% da capitalização média total do IBEX 35 no mesmo período.

As reuniões do CAT realizam-se trimestralmente, sendo duas de carácter ordinário (junho e dezembro) e duas extraordinárias (março e setembro). As atualizações do índice ocorrem nas reuniões ordinárias, ou seja, a cada seis meses. Deste modo, se uma empresa deixar de cumprir os critérios estabelecidos, poderá ser substituída por outra que os cumpra.

Importa referir que, para além destes dois critérios objetivos (liquidez e capitalização mínima), o Comité Consultivo Técnico (CAT) dispõe de margem para aplicar critérios qualitativos e de oportunidade ao analisar a entrada ou saída de uma empresa.

  • Importância sectorial: Avalia-se o peso do setor da empresa na economia espanhola e no próprio índice (ex.: serviços financeiros, energia).
  • Volatilidade: O CAT pode considerar a volatilidade do título na bolsa ao avaliar a sua adequação.
  • Liquidez vs Capitalização: Pode ser considerada a situação financeira da empresa: liquidez disponível em comparação com a sua capitalização bolsista.

Dias em que o IBEX 35 não opera em 2025

No que respeita aos feriados em que o mercado espanhol permanecerá fechado em 2025, o calendário é o seguinte:

  • Quarta-feira, 1 de janeiro – Ano Novo (fechado)
  • Sexta-feira, 18 de abril – Sexta-feira Santa (fechado)
  • Segunda-feira, 21 de abril – Segunda-feira de Páscoa (fechado)
  • Quinta-feira, 1 de maio – Dia do Trabalhador (fechado)
  • Quinta-feira, 25 de dezembro – Natal (fechado)
  • Sexta-feira, 26 de dezembro – Dia a seguir ao Natal (fechado)
  • Quarta-feira, 24 de dezembro – Véspera de Natal (aberto até às 14h00)
  • Quarta-feira, 31 de dezembro – Véspera de Ano Novo (aberto até às 14h00)

Para mais detalhes, pode ser útil consultar o calendário bolsista completo, com todos os dias em que as bolsas estarão encerradas.

O que acontece quando uma empresa sai do IBEX 35?

Na realidade, não acontece nada de imediato. Na sessão seguinte, essa empresa simplesmente deixa de figurar entre as 35 que compõem o IBEX 35, sendo substituída por outra. O índice ajusta-se de forma automática, refletindo esse movimento na sua valorização total, positiva ou negativa.

Assim, quando o Comité decide retirar uma empresa do IBEX 35, isso deve-se ao facto de a sua liquidez ou capitalização terem piorado relativamente a outras empresas candidatas.

É verdade que a saída pode afetar a perceção dos investidores em relação à empresa. Embora deixar de integrar o IBEX 35 não signifique, de modo algum, deixar de estar cotada em bolsa, tal decisão pode ter impacto negativo na cotação das suas ações.

É um bom momento para investir no IBEX 35? – Perspetivas

Depois de uma valorização superior a 100% nos últimos cinco anos (sem contar dividendos), pode parecer natural questionar se este movimento ascendente estará a aproximar-se do fim.

Olhando para os próximos 12 meses, tudo indica que poderemos assistir a um ambiente de taxas de juro mais baixas, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Ainda que não se regresse a níveis de 0% ou negativos, estima-se um intervalo entre 1,5% e 2%. Nesse contexto, seria mais difícil para a banca voltar a alcançar os resultados extraordinários registados em 2023/24.

Do ponto de vista fundamental, tal poderá limitar a repetição de uma valorização tão expressiva como a dos últimos cinco anos.

Ainda assim, existem dois fatores que podem sustentar algum otimismo em relação ao mercado espanhol, e em particular ao IBEX 35, pelo menos a curto prazo:

  • O elevado endividamento público – está a manter as remunerações da dívida em níveis relativamente altos para o atual enquadramento da Zona Euro. Isso poderá continuar a favorecer empresas de perfil “value”, com fluxos de caixa robustos no presente, entre as quais se encontram muitas cotadas espanholas.
  • A tendência atual do índice – tendências fortes são, em regra, difíceis de inverter. Dada a trajetória positiva dos últimos anos, não se pode excluir a possibilidade de o IBEX 35 voltar a testar os máximos históricos de 2007 no decorrer de 2025, ainda que de forma temporária.

Alternativas ao IBEX 35: Europa e EUA

Para quem procura conhecer outros mercados, existem vários índices internacionais relevantes:

  • FTSE 100 – o principal índice britânico, que reflete a evolução das maiores empresas do Reino Unido e a importância da City de Londres no sistema financeiro global.
  • DAX 40 – o índice de referência da Alemanha, que acompanha as maiores companhias da maior economia da Europa.
  • S&P 500 e Nasdaq – dois dos mais importantes índices de Wall Street, que refletem a evolução da economia norte-americana e o papel central das grandes tecnológicas e industriais no panorama global.

Disclaimer:

Interactive Brokers: Investir em produtos financeiros implica correr riscos.
Os seus investimentos podem aumentar ou diminuir de valor, e as perdas podem exceder o valor do seu investimento inicial.

Lightyear: Capital em risco.

RANKIA PORTUGAL: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações aqui contidas não constituem aconselhamento financeiro, nem recomendação de compra ou venda de quaisquer instrumentos financeiros. A rentabilidade passada não garante retornos futuros. Antes de tomar decisões de investimento, recomenda-se a consulta de um profissional devidamente habilitado.

Trade Republic: Investir em ações envolve o risco de perda do seu dinheiro. Invista de forma responsável.

Trading 212: Quando investe, o seu capital está em risco e poderá receber menos do que o montante investido. O desempenho passado não garante resultados futuros. Esta informação não constitui aconselhamento de investimento. Faça a sua própria pesquisa. Link patrocinado. Para receber ações fracionadas gratuitas no valor de até 100 EUR/GBP, pode abrir uma conta na Trading 212 através deste link. Aplicam-se termos e condições.

XTB:Os CFD são instrumentos complexos e apresentam um risco elevado de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 69-83% das contas de pequenos investidores perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este fornecedor. Deve considerar se compreende o funcionamento dos CFD e se pode correr o risco elevado de perder o seu dinheiro.

Ler mais tarde - Preencha o formulário para guardar o artigo como PDF
.

Artigos Relacionados

Investir 10.000 euros de forma segura é uma das principais preocupações de quem pretende rentabilizar as suas poupanças sem assumir riscos excessivos