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S&P 500: em linha com a economia real ou distopia?

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Por Banco de Investimento Global

Olhando para os efeitos da pandemia 18 meses depois da sua chegada ao Ocidente, podemos concluir que trouxe aspetos positivos e negativos. Ora vejamos: se as fatalidades causadas pela contração da doença foram uma lamentável realidade, houve também efeitos positivos na mudança de hábitos das pessoas. 

Por um lado, ao passarem mais tempo em casa, as pessoas tiveram oportunidade de poupar mais, poupança essa que foi utilizada para investimento direto em ações como também indireto, através de fundos e ETFs de ações. Muitos investidores particulares voltaram às bolsas e milhões de pessoas investiram pela primeira vez em ações. O ano atípico de 2020 criou uma nova perspetiva para o mercado acionista, pois não só os confinamentos tiveram impacto positivo nas vendas e lucros de diversos setores de atividade como também a intervenção massiva por parte da Reserva Federal norte-americana, através de medidas de política monetária, suportou os máximos históricos verificados semana após semana, mês após mês.

Posto isto, o que esperar? O lema de que “a história não é igual, mas repete-se” é recordado pelos permabears (pessoas sempre negativas sobre o futuro dos mercados)  mas, neste caso, não parece ser o que suporta a realidade.

A época de resultados empresariais foi bastante positiva, tanto no primeiro como no segundo trimestres, conferindo ainda mais ímpeto à valorização das ações norte-americanas.

Desde 1997 que não se via uma valorização desta magnitude e todos sabemos como terminou, com uma hiper-valorização baseada numa mão cheia de nada, que culminou no rebentar da famosa tech bubble. Neste momento, as valorizações têm suporte real, com o aumento das receitas e dos resultados operacionais um pouco por todos os setores, mas com mais preponderância em setores digitais como a tecnologia e a cibersegurança, no setor financeiro e, tratando-se de uma pandemia com impacto mundial, no setor da saúde.

Apesar do sentimento positivo prevalecente,  é apenas a sexta maior performance no período que vai de 1950 a 2021, como apresentado no gráfico seguinte:

Perfomance S&P 500

Fonte: LPL Research

O gráfico também revela um padrão importante: se até Agosto o S&P 500 se mantiver acima da média dos 5% anuais, tende a terminar o ano em terreno positivo, a não ser que ocorra algum evento de mercado que reverta o sentimento positivo.

Outro fator importante é o facto de a administração Biden querer investir mais em vários setores, nomeadamente em infrastruturas, tendo já sido aprovada uma lei de aumento de despesa para o efeito, potencializando empresas ligadas à indústria, à manufatura e, obviamente, à construção. Além disso, temos o facto de, neste momento, o S&P 500 registar uma baixa percentagem de ações vendidas a descoberto (short selling).

Por último, e ainda que a Reserva Federal norte-americana tenha vindo a público anunciar que irá haver um travão no programa de compra de ativos, deixou inalteradas as taxas de juro de referência, que estão em mínimos, o que poderá conduzir ao aumento de investimento nas empresas constituintes do principal índice norte-americano.

Caso exista uma reação negativa do mercado à redução dos estímulos, como aconteceu com o Taper Tantrum em 2013, ou outro evento que reverta o sentimento otimista, o investidor poderá negociar instrumentos financeiros que lhe permitam beneficiar das quedas do índice. O Micro E-mini S&P 500 (símbolo: MES) permite-lhe expor-se a apenas 5 índices (cotação do índice * 5) através de Futuros ou de Opções. Não só o tamanho dos Micro Futuros é pequeno como o requisito de margem é apenas 5%, democratizando as posições de venda curta e de compra nos índices norte-americanos, quer para proteção da carteira, quer para especulação. Partilho um documento onde poderá conhecer os detalhes dos Micro Futuros sobre índices acionistas e outros ativos de referência (pares cambiais e matérias-primas): dicionario_de_produtos.pdf (big.pt)

 

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